Sanditon é renovada para segunda e terceira temporadas!

Se você gostou de Bridgerton (pergunta retórica), ficou sedenta por mais do mundo regencial e ainda não assistiu Sanditon, não sabe o que está perdendo! A série está disponível na Globoplay e vale cada segundo!

Lançada em 2019, Sanditon é baseada em um livro inacabado de Jane Austen, adaptado por Andrew Davies, mas ficou sem confirmação de continuação durante quase dois anos! Inclusive, a primeira notícia é de que a série não teria continuidade. Porém, na quinta-feira, 6, foi anunciada a renovação não só para a segunda temporada, como também para a terceira. Os fãs foram ao delírio!

Mas, como tudo que é bom dura pouco, na sexta-feira recebemos um balde de água fria. Theo James, que interpreta Sidney Parker, não voltará para as próximas temporadas. Mas, não é só isso! O que realmente surpreendeu muitas de nós foi a declaração do ator, postada na conta oficial da MASTERPIECE | PBS, de que a história teve um final satisfatório para ele:

“Embora eu tenha amado interpretar Sidney, para mim, sempre mantive que a jornada dele terminou como eu gostaria. O tipo de final de conto de fadas quebrado entre Charlotte e Sidney é diferente, único e muito interessante para mim e eu desejo todo o sucesso para o elenco e equipe de Sanditon com a futura série.”

Eu particularmente não gostei do final, mas vou tentar não dar muitos spoilers. Mas, primeiro, vamos falar do fantástico mundo de Sanditon.

Sanditon, um paraíso em construção

A história se passa na cidade fictícia de Sanditon, um balneário litorâneo que almeja ser a nova Brighton, capitaneada pelo sonhador Tom Parker (Kris Marshall) e com altos investimentos de Lady Denham (Anne Reid), uma matrona que me lembrou muito Lady Danbury.

A heroína é Charlotte Heywood (Rose Williams), uma mocinha do campo que ajudou Tom e sua esposa após um acidente. Como era bem comum naquela época, famílias com muitos filhos contavam com a bondade de parentes (ou amigos) para levar suas filhas em passeios desse tipo ou para a apresentação em sociedade. Lembram que Elizabeth Bennet vai viajar com os tios e acaba passando em Pemberley? Mesma situação. Charlotte aproveita com unhas e dentes a oportunidade de sair de seu pequeno vilarejo e conhecer algo novo.

Mas, na hora de falar sobre o mocinho fica difícil. Sidney Parker (Theo James) é o interesse romântico que associamos imediatamente a ela. Um cavalheiro da cidade, sofisticado, acostumado a andar nos altos escalões da sociedade (como bem visto pelo seu rol de amizades). Um perfeito homem de sua época, aquele canalha que primeiro detesta a mocinha e aos poucos vai amolecendo, com uma tensão sexual enorme entre os dois.

Só que aí entra o problema: temos o jovem Sr. Stringer (Leo Sutter) e se você pensar em um doce de homem, este é o sr. Stringer. Mestre de obras da cidade, ele sonha em ser arquiteto e dar uma vida melhor para o pai. Respeitoso, cuidadoso e com um sorriso de tremer as pernas, percebemos que a atração dele para com Charlotte é evidente, mas em momento algum ele ultrapassa os limites da civilidade, provavelmente acreditando ser inferior a ela.

É aquela velha escolha dos romances: aquele que pode te dar uma vida tranquila e um amor seguro versus o homem que faz o seu sangue ferver.

A história tem diversos núcleos paralelos, como a história dos Denham. Uma corrida de gato e rato pra ver quem vai herdar a fortuna Lady Denham, com a briga sendo boa entre Esther Denham (Charlotte Spencer), Sir Edward Denham (Jack Fox) e Clara Brereton (Lily Sacofsky), com muitas cenas de cair o queixo com a dissimulação geral dos três. Outro núcleo legal é o da herdeira Miss Lambe (Crystal Clarke), protegida de Sidney vinda diretamente das colônias britânicas no Caribe. Não lembro bem se é explicado com detalhes sobre como Sidney acabou sendo o guardião dela, mas um não gosta do outro e Miss Lambe procura confusão e rebeldia a cada esquina.

O que eu achei mais legal na série é como ela bebe fortemente, toma um porre, cai de bêbada, nos livros regenciais. Diversas tramas que vemos nesses livros foram muito bem abordadas na série, como o pretendente que continua a tentar conquistar a moça relutante, jogos de poder para ver quem ganha a fortuna da tia velha, mocinhas tiradas de seu amado e que fazem de tudo para ficarem juntos, entre outros. Apesar de tantos clichês (a gente ama um clichê, vai) a série envelopa tudo num formato muito legal, cheio de frescor, que ainda é Jane Austen, mas também é muito mais.

Bridgerton vs Sanditon

Não espere ver as roupas ultra coloridas ou os ambientes luxuosos de Bridgerton. No quesito visual, a série segue bem a estética Austeniana, com tom sóbrios e um plano de fundo mais rústico e bucólico, afinal, a cidade ainda está em construção. Porém, se você espera um romance casto como é o padrão tanto nos livros como nas adaptações de Austen, vai se surpreender. A série tem muitas cenas sensuais, com destaque para uma na sala de Lady Denham (quem já viu sabe do que estou falando, é puro fogo) e muita intriga e virada de jogo. A capa pode ser Jane Austen Classica, mas o espírito é totalmente Romance Regencial moderno. Um verdadeiro Regencial no Século 21!

Uma semelhança com Bridgerton é termos personagens negros em papéis de destaque. O mais legal é que isso está no manuscrito original. E você não vai ter coragem de chamar titia Austen de Lacradora né? Jane Austen retratava a sociedade da época, seus costumes, vícios e virtudes, e adivinha: existiam negros na Inglaterra! OMG!

Como Regé-Jean Page, nosso Simon Basset, disse em uma entrevista muito antes de Bridgerton, quando falava sobre Roots, “As pessoas não-brancas têm dificuldade em colocar nossas histórias na tela em filmes que se passam atualmente, nem se fala nas produções de época, sabe? Você tem cem milhões de [filmes de] Jane Austen, mas vire a câmera 90 graus para a esquerda e ainda estamos lá”.

Sanditon não é o universo paralelo em que Bridgerton se passa, claro, e por isso o racismo está bem entranhado na história e sociedade de Sanditon. Porém, Miss Lambe dá na mesma velocidade que recebe, sendo uma personagem deliciosamente revoltada e respondona. E a atriz que a interpreta, Crystal Clarke, afirmou em seu Twitter que nas próximas temporadas teremos escritores negros na sala dos roteiristas. Vamos ver como a personagem vai se desenvolver, pois há muito potencial.

Parte da nossa suspeita para terem ressuscitado a série é o aumento da procura por outras produções que se passam na Era Regencial e Sanditon estava ali prontinha para receber os fãs sedentos. A série também chegou a novos mercados, como o próprio Brasil, e acho que os números incentivaram a PBS a reconsiderar o projeto.

E o final?

A primeira temporada acabou de um jeito que livro nenhum de Jane Austen acabaria, muito menos um romance de época, mas era a tentativa de deixar um gostinho de quero mais para descobrirmos o que aconteceria na segunda temporada.

Entretanto, com a saída de Theo James, fica um grande questionamento: a série irá por um caminho totalmente diferente ou irão substituir o ator? Isso era planejado desde o começo? Estávamos iludidas todo esse tempo?

Devemos lembrar que no mundo de Austen temos diversos casos em que dois personagens dividem a atenção da heroína, como Wickham e Darcy, Willoughby e Brandon, entre outros. Curiosamente, em uma entrevista, Andrew Davies cita que “na possibilidade de uma segunda temporada, vamos eventualmente dar a Charlotte o final que ela gostaria”. Não o final que Charlotte e Sidney merecem, mas o final que Charlotte gostaria. Faz a gente pensar se, como é praxe nos livros de Austen, o par romântico é, na verdade, o cara que ninguém dá muita bola.

A missão de criar esse final está com Andrew Davies, então, só nos resta esperar pra ver o que vai acontecer.

E você, já assistiu? Está feliz com a novidade? Ao que parece, as gravações ainda não começaram e não há previsão de estreia. Entretanto, só de saber que TEREMOS uma continuação eu já fico nas nuvens. Charlotte merece muito mais! #TeamStringer

Veja o trailer da primeira temporada:

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Jon Snow e Ygritte vão se casar num castelo escocês!

Calma, Game of Thrones não voltou antes do tempo trazendo uma personagem dos mortos (não que isso fosse novidade). Mas, talvez, se eu tivesse colocado o nome dos atores no título você não ia relacionar uma coisa a outra, né? Kit Harrington, nosso querido João das Neves no seriado da HBO baseado nos livros de George RR Martin, vai se casar nesse sábado, 23 de junho, com Rose Leslie, a atriz que interpretou Ygritte, a ruiva sangue nos olhos que roubou o coração de Jon Snow e também de Kit. Continue reading “Jon Snow e Ygritte vão se casar num castelo escocês!”

5 motivos para assistir ‘O Príncipe do Natal’

Se você, assim como eu, está meio a toa nesse começo de ano, não quer deixar o clima gostoso do Natal ir embora… Então, agarre a pipoca, abra a Netflix (ou pegue a senha dos amigos hehe) e procure pelo filme O Príncipe do Natal. Achou o título cafona e está em dúvida? Apresento, então, cinco motivos para você fazê-lo: Continue reading “5 motivos para assistir ‘O Príncipe do Natal’”

A Bela e a Fera traz frescor e nostalgia em Live Action

No dia 16 de março, chegou aos cinemas o tão esperado live action de A Bela e a Fera! E, é claro, eu fui assistir. Aproveitei que era meu aniversário de namoro e intimei convidei meu noivo para irmos assistir. Foi encantador! Agradecimento especial ao amoro mais lindo, porque ele não gosta muito de musical, mas foi mesmo assim #issoéamor

É, principalmente, um filme para sonhar e ver “ao vivo” um pouco do que imaginamos com nossos romances. Sem falar que traz para o mundo real um dos filmes que marcou a infância de muita gente (o/). Emma Watson está perfeita como Bela (mas eu sabia que ela ia brilhar hehe) e Dan Stevens… Ai ai, sou apaixonada, ficou maravilhoso!

Abaixo, listo alguns pontos que mais chamaram minha atenção:

Continue reading “A Bela e a Fera traz frescor e nostalgia em Live Action”

A Origem

Há algum tempo atrás tive a oportunidade de assistir ao maravilhoso filme de Christopher Nolan, A Origem. Que filme mais maluco e ao mesmo tempo fantástico! No começo pode até ser difícil de entender, mas aos poucos as coisas vão se encaixando.

Tal qual em um sonho não é? No filme, o personagem de Di Caprio explica que quando sonhamos geralmente não lembramos de como o sonho começou. Depois, quando tentamos lembrar, encaixamos os fatos. Juro que no começo fiquei perdidinha! Mas aos poucos, e com a ajuda do meu namorado, que já assistiu, eu fui entendendo e cheguei as conclusoes mais bizarras do mundo.

Quem me conhece sabe dos meus sonhos malucos. E sabe que de vez em quando eles acontecem. Vou contar um causo aqui. Acho que foi semana passada. Estava sonhando ( mas obvio, nao sabia disso né) e eu estava na Av. Nove de Julho, perto da 14 bis, pegando um onibus para ir ao ibirapuera. De repente, encontro uma amiga minha que mora em brasilia, e ela diz que queria ir para a paulista. Então, como num piscar de olhos, estamos na av do ibirapuera, em frente ao antigo Detran, e minha amiga vai atravessando a rua pois queria ir para a paulista. Só que ela vai andando de costas e um onibus atropela ela e joga ela uns 15 metros adiante. Eu saí correndo e fui atras dela, onde já havia gente ajudando. Minha televisão liga e de volta ao mundo real eu tento entender  o que está passando na Globo News (acordo com esse canal). Adivinha a manchete:  Acidente com onibus na av. ibirapuera deixa x pessoas feridas. Eu ainda estava com sono, mas quando olhei de novo para a tv fiquei passadissima! Nem minha mae acreditou quando eu contei! BIZARRO, eu sei. Mas é assim mesmo.

Voltando ao filme, o contexto todo faz você pensar que eles estão em um sonho, dentro de um sonho em um sonho. Entendeu? Pois é, o filme é todo assim, maluco!

E quando você termina de assistir e vai dormir provavelmente sonhará que está em um sonho dentro do sonho. Eu sonhei. A verdade é que acho que acho esse filme de certa forma plausivel. Porque eu ja consegui controlar um sonho e já consegui voltar pro mesmo sonho. Dada as devidas proporções, acho que a gnt tem um certo controle.

Outra coisa que ele fala no filme é que é perigoso misturar elementos do mundo real com o do sonho porque chega uma hora em que você não sabe se está acordado ou sonhando. Quem nunca teve aquele sonho “real” em que sentiu e chorou e doeu etc?

Vai saber se isso aqui não é um sonho também…