A Origem

Há algum tempo atrás tive a oportunidade de assistir ao maravilhoso filme de Christopher Nolan, A Origem. Que filme mais maluco e ao mesmo tempo fantástico! No começo pode até ser difícil de entender, mas aos poucos as coisas vão se encaixando.

Tal qual em um sonho não é? No filme, o personagem de Di Caprio explica que quando sonhamos geralmente não lembramos de como o sonho começou. Depois, quando tentamos lembrar, encaixamos os fatos. Juro que no começo fiquei perdidinha! Mas aos poucos, e com a ajuda do meu namorado, que já assistiu, eu fui entendendo e cheguei as conclusoes mais bizarras do mundo.

Quem me conhece sabe dos meus sonhos malucos. E sabe que de vez em quando eles acontecem. Vou contar um causo aqui. Acho que foi semana passada. Estava sonhando ( mas obvio, nao sabia disso né) e eu estava na Av. Nove de Julho, perto da 14 bis, pegando um onibus para ir ao ibirapuera. De repente, encontro uma amiga minha que mora em brasilia, e ela diz que queria ir para a paulista. Então, como num piscar de olhos, estamos na av do ibirapuera, em frente ao antigo Detran, e minha amiga vai atravessando a rua pois queria ir para a paulista. Só que ela vai andando de costas e um onibus atropela ela e joga ela uns 15 metros adiante. Eu saí correndo e fui atras dela, onde já havia gente ajudando. Minha televisão liga e de volta ao mundo real eu tento entender  o que está passando na Globo News (acordo com esse canal). Adivinha a manchete:  Acidente com onibus na av. ibirapuera deixa x pessoas feridas. Eu ainda estava com sono, mas quando olhei de novo para a tv fiquei passadissima! Nem minha mae acreditou quando eu contei! BIZARRO, eu sei. Mas é assim mesmo.

Voltando ao filme, o contexto todo faz você pensar que eles estão em um sonho, dentro de um sonho em um sonho. Entendeu? Pois é, o filme é todo assim, maluco!

E quando você termina de assistir e vai dormir provavelmente sonhará que está em um sonho dentro do sonho. Eu sonhei. A verdade é que acho que acho esse filme de certa forma plausivel. Porque eu ja consegui controlar um sonho e já consegui voltar pro mesmo sonho. Dada as devidas proporções, acho que a gnt tem um certo controle.

Outra coisa que ele fala no filme é que é perigoso misturar elementos do mundo real com o do sonho porque chega uma hora em que você não sabe se está acordado ou sonhando. Quem nunca teve aquele sonho “real” em que sentiu e chorou e doeu etc?

Vai saber se isso aqui não é um sonho também…

Essa não é mais uma história de amor

É muito mais uma história de companheirismo e cumplicidade. Mentira, é uma história de amor sim! Beyoncé lançou recentemente o clipe da música 1+1 e a canção simplesmente me fisgou. E se te fisgou também é porque você obviamente, assim como eu, está in love.

É incrivel como uma letra de musica pode soar linda e maravilhosa em inglês e em um simples clique do google tradutor ela fica cafona. Sinto muito, mas acho que o portugues é meio cafoninha às vezes! Se bem que, falar de amor sempre é cafona, mas de um jeito que todo mundo gosta e ninguém (pelo menos os apaixonados) liga.

Fala de um amor tão puro que até Beyoncé ficou emocionada no clipe. Se ela forçou ou não aí é outro assunto. Vou colocar a letra aqui, mas em inglês, porque como disse: cafona.

1+1

If I ain’t got nothing
I got you
If I ain’t got something
I don’t give a damn
Cause I got it with you

I don’t know much about algebra
But I know 1 plus 1 equals 2
And it’s me and you
That’s all you have when the world is through

Cause baby, we ain’t got nothing without love
Darling, you got enough for the both of us
So come on, baby
Make love to me

When my days look low
Pull me in close and don’t let me go
Make love to me
So when the world is at war
Let our love heal us all
Right now, baby
Make love to me
Oh, make love to me

Hey, I don’t know much about guns
But I, I’ve been shot by you
Hey, and I don’t know when I’m gon’ die,
But I hope that I’m gon’ die by you
Hey, I don’t know much about fighting
But I, I know I will fight for you
Hey, just when I ball up my fist I realize
I’m laying right next to you

Percebeu? É uma declaração ímpar! Poxa, esse amor pode até curar uma guerra. Mas eu fiquei pensando (sentiu o cheiro de queimado aí?): Não é uma delicia poder ter um amor assim? Ter a certeza de que o amor é forte, tão forte que você se jogaria na frente de uma bala pela pessoa? Que você lutaria por ela ou que aceitaria ser morta por ela (O.o tá, aí já é exagero)?

Eu deixei de acreditar no Felizes Para Sempre e passei a acreditar no Feliz Agora. Porque as coisas tem que ser eternas? Nem a gente é! É claaaaaro que eu penso em ter um final feliz, ficar bem velhinha com o homem que eu me casarei, com filhos, netos e toda aquela papagaiada. Mas aprendi a viver um dia de cada vez, amando incondicionalmente naquele dia. Amanhã a gente vê o que faz e o que sente.

Mas o ponto ao qual eu queria chegar é que: quando você ama alguém, você faz tudo por aquela pessoa. Tudo para fazê-la feliz, tudo para que o dia dela seja melhor, tudo para que a dor seja menor, faz tudo o que você pode para que ela tenha o minimo de conforto em meio a tempestade.

E se um amor sobrevive a uma tempestade? Se sobreviver é porque é amor mesmo, senão filha, passa pra outra. Entretanto, só quem realmente é teimosa quer vai ficar ao seu lado quando a tempestade chegar. E se você tem alguém assim ou se faria isso por alguém, então você sabe do que eu estou falando.

Bom,é isso. Deixa eu pegar meu guarda-chuva, porque né 😉

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O blog mais esquecido da cidade

Sim, eu abandonei, debandei, fugi, não mandei carta nem liguei. Com a correria do sexto semestre TÁ OSSO postar. Sem contar que estou sem pc em casa.

Enquanto isso, minha cabeça vive fervilhando de ideias, mas como não escrevo na hora acabo esquecendo…. E nessas percebi o quanto somos reféns de computadores. Por que não saco o papel e a caneta tão bem conhecidos na minha bolsa e faço um rascunho? Por que, na semana passada, quando a professora pediu uma entrevista manuscrita para o fim da aula, eu percebi meus amigos e companheiros de sala travados, olhando para o papel sem saber por onde começar?

Cadê aquele habito de escrever em um caderno velho os nossos pensamentos? Cadê a vontade de rabiscar em qualquer guardanapo aquela ideia genial que vai servir pra alguma coisa mais tarde?

Com tanta tecnologia, ipads, smartphones, notebooks e etc, esquecemos do material primordial que nos fez querer escrever mais e mais: aquele papel amassado do bolso de traz do jeans ou similares.

A partir de hoje, lanço-me um desafio: o de tentar escrever um texto por semana, pelo menos em algum caderno ou folha de papel avulsa. Mesmo que isso não venha parar aqui, quero exercitar meus pensamentos do modo mais arcaico de fazê-lo. Com papel e caneta.

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Despedidas são…

…sempre despedidas. Logo, deixam saudade no momento em que você vira as costas.

A gente sabe que vai ser melhor. Sabe que é isso que eu quero. Sabe que não vai perder o contato. Sabe que vai morrer de saudades. Eu já estou morrendo.

Foram nove meses maravilhosos. Uma gestação ahaha. E dessa “gravidez” nasceu uma jornalista melhor, com uma escrita melhor e um olhar mais apurado. Aprendi tanto nesse tempo, que nem sei mais quem eu era antes. Egocêntrica e rainha de si, talvez. Hoje sou muito mais consciente e sei que meu texto sempre pode melhorar. E que não se separa sujeito do verbo, né Mi?

Aai, me dói pensar que não vou mais chegar todo dia esbaforida de caminhar na Gabriel Monteiro da Silva, que não vou ter as mesmas brisas loucas com vocês, que não vou ficar cantando loucamente John Mayer ou Backstreet Boys com a Vê… Não vou mais ver o Dê reclamando, nem a TPM do Diego, e meeeeu, não vou poder surtar junto com a Fê quando sair alguma coisa de Breaking Dawn. Não vou ver mais a Mi falando que as coisas não fazem sentido ou reclamando do nosso gosto musical. Nem vou ver mais a Rê chegando putissima da vida e dps de um chocolate -talvez- ela fique de bom humor. Ou encha nossa caixa de entrada. hahahaha… É, eu vou sentir muita falta de vocês.

U é redação!!

ONNEzetes, vocês mudaram minha vida. Me mostraram que  é possível ter um ambiente de trabalho gostoso, como uma família, um monte de amigos e ainda assim fazer o site girar.

Me desculpem se fiz algo que ofendeu alguem algum dia. Amo vocês seus gardenais… E podem continuar me marcando em groselha no FB tá?

Mando noticias de onde estiver.

Inté.

A máscara


Já dizia o sábio: as máscaras sempre caem. Vivemos em uma sociedade mascarada, isso todo mundo sabe. Mascaramos nossos sentimentos, mascaramos nossas ideias, mascaramos nossas relações, mascaramos nosso carater. Até onde vai? Qual é o ponto limiar em que você mascara para se proteger ou para agredir?

Odeio pessoas boazinhas demais. Desconfie delas. Todo ser humano “levanta a sobrancelha” pra algo. Todo mundo não gosta de alguma coisa. Mas “mimimi” demais, sempre desconfie.

Você vai encontrar pessoas mascaradas pelos mais diversos lugares. Eu sempre encontro. Mas, a máscara SEMPRE cai. O triste é perceber que quando ela cai, a tal pessoa tenta puxar outra junta. Isso é passível de pena.

Tenho minhas máscaras. Não serei hipócrita dizendo que sou a melhor pessoa do mundo. Mas para mim, alguns tipos de relacionamentos não merecem máscaras. Claro, há níveis de mascaras. Afinal, a autopreservação é algo natural e não é nada condenável.

Mas o que me irrita é a dissimulação, a falta de caráter, a adulação exacerbada e forçada. A puxada de tapete, quando menos se espera e quando você nem pode se defender. A facada nas costas. Isso irrita.

Judas.