Casamento regencial no séc 21

Em 2018, se não todos, a maior parte dos posts aqui no blog que não foram sobre livros foram sobre casamento. Tivemos o do Príncipe Harry e Meghan Markle, Kit Harrington e Rose Leslie, sobre noivas da realeza e bem… agora chegou a noiva mais importante do ano: euzinha! Sim, finalmente me casei!

E, quase sem querer, meu casamento foi inspirado nos regenciais. Acho que de tanto ler sobre casamentos nos livros, inconscientemente o meu foi tomando essa forma. Fiquei pensando se deveria postar algo tão íntimo no blog, mas, afinal, foi por esse motivo que fiquei tão afastada daqui em 2018. Então, vamos lá:

Casei no dia 10 de novembro, às 10h, em um cartório aqui em São Paulo, que, pra mim, se relaciona com as licenças especiais da Era Regencial. Mesmo sendo em um cartório, escolhi este especialmente por ter sala de recepção, permitindo que eu tivesse meu mini casamento e que algumas pessoas pudessem assistir.
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Meu vestido é meu xodózinho! Não tem cintura império exatamente, mas tem um corte que me lembrou muito alguns vestidos que já vi, com saias bem esvoaçantes e manguinhas bufantes. A verdade é que eu me senti como uma princesa: linda, feliz, irradiando amor e alegria. O modelo foi inspirado em um que Kate Middleton my best friend kkkkk usou há alguns anos, feito sob medida na cor turquesa. Por coincidência (ou pra me homenagear, sabe como é, ela não conseguiu vir para a festa), Kate usou o mesmo vestido na semana do meu casamento!

Eu me arrumei em casa mesmo. Acordei bem cedo e o cabeleireiro e maquiador fizeram sua mágica no meu quarto, usando a minha penteadeira, uma herança da vovó. Meu colar e brinco foram um presente da minha mãe quando me formei na faculdade e a presilha do meu cabelo era da minha avó. Tudo tinha um significado, rs. Estava cercada das coisas que mais amo e isso ajudou a reduzir o nervoso.

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Por falar nele, o nervoso é real, mas por incrível que pareça eu estava muito mais nervosa nos dias anteriores ao casamento. No sábado, uma calma sobrenatural pairou sobre mim. Já o noivo… todas as descrições de noivos nervosos no altar são fiéis à realidade. Eu não estava lá, óbvio, mas todo mundo disse que o noivo era o retrato da ansiedade, não parava quieto e já estava suando frio. Talvez seja porque eu me atrasei um pouquinho, pois o Uber (minha carruagem alugada kkkkkk) entrou em uma rua errada e demoramos mais.

Depois de assinarmos tudo, recebemos os convidados para um almoço no Zeffiro Restaurante, escolhido a dedo por ser:
1- perto do cartório;
2- ter cara de casa de vó;
3- ter uma comida sensacional e um espaço reservado para nosso grupo.
Eu me lembrei muito dos Weddings Breakfasts, que como todo “breakfast” regencial era servido na hora do almoço (ninguém na sociedade acordava cedo né rs), e era a recepção mais tradicional para os casamentos matutinos da época, que se estendiam tarde adentro.

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Aproveitamos que teríamos uma janelinha de tempo até começarem a servir os pratos e fizemos uma cerimônia das areias, com nossos padrinhos e família celebrando. Foi lindo, emocionante e tivemos as pessoas mais próximas a nós compartilhando o momento. Meu noivo (agora marido \o/) fez um discurso lindo, não poderia ser mais perfeito!

A parte das flores foi feita pelo Mercado das Flores, uma floricultura aqui perto de casa. Pensei em eu mesma fazer os arranjos de flores, mas como não tenho conhecimento nenhum nisso, ia dar muito trabalho (ir comprar as flores de madrugada, armazenar, cortar, montar, etc, etc)  e o resultado não seria esse. Cotei com a floricultura e descobri que era muito menos do que eu achei que ia gastar se contratasse. Além disso, o buquê foi exatamente como eu tinha sonhado e melhor ainda do que as referências que enviei para eles. Só alegria!

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As louças foram alugadas com a Tea Party (eles entregam e depois retiram) e o bolo foi feito pela minha mãe (eu fiz só a decoração, simples mas que deu muito certo!), e nós também fizemos os docinhos.

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Precisava que a decoração tivesse algo com a nossa cara. Então, botei a mão na massa. O centro de mesa Amoros mandei fazer a palavra em MDF e pintei de dourado. Comprei um pomo de ouro (porque o que fiz ficou medonho), fiz as varinhas da Hermione e do Voldemort, e também a toca do Hobbit (pela qual o noivo ficou apaixonado, ufa). Ah, quase esqueci. O convite digital e o cardápio também foram DIY, feitos por mim!

Se eu tenho uma dica para quem quer casar, mas está com a grana curta é essa: faça algo menor (se puder), mas que tenha muito significado para você e seu noivo. Coloque a mão na massa, mas faça aquilo que você sabe fazer. A época do casamento é uma loucura por si só, então o fato de eu ter feito o que eu sabia (artesanato e doces kkkkkkk) me deu um pouco menos de dor de cabeça. Faça o seu sonho se realizar, não deixe nada te impedir. Casar pode ser muito caro, mas é possível fazer algo menor e ainda assim que seja de bom gosto, com a cara dos noivos, celebrando o amor do casal e o melhor: caiba no seu bolso.

O meu grande dia foi incrível, amei cada minuto. Eu e meu marido nos sentimos amados demais e cada um que estava lá deixou uma memória gostosa em nosso coração. Eu acho que me estressei tanto antes que no dia tudo saiu perfeito e eu não mudaria nada!

É isso! Oficialmente, Sra. Marchini!

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