Leituras de 2018 – Agosto

Mais um mês, mais alguns livros lidos! Cheguei a 50% da minha meta (e continuo atrasada, mas ok) e acabei de incluir uma serie de 22 livros pra ler. Alguém mais acha que perdi o controle do rolê? 😂😂 Pelo menos troquei de óculos, quem sabe agora eu volto a ler mais rápido?

Bom, em agosto eu peguei carona no último livro que li em julho e continuei pela Escócia. Ok, primeiro li um livro que não tem nada a ver com o que costumo ler, mas que achei muito interessante. Post atrasado, quase duplo com setembro, mas vamos ver?

Heart Berries: A Memoir, Teresa Marie Mailhot

Capturar
Ganhei esse livro num sorteio do grupo de leitura Our Shared Shelf, criado pela linda Emma Watson (posso mentir pra mim e dizer que ganhei um livro da Emma Watson? Posso?) e foi a escolha da leitura do grupo em maio. Chegou só no fim de julho e eu terminei a série que estava lendo antes. O livro tem uma pegada muito diferente do que estou acostumada, soa quase como um diário, um caderno que Teresa usou durante seu tratamento para desabafar. E ela até cita isso no livro. Mas, diferente de um diário, Teresa consegue fazer você sentir com ela toda a angústia e raiva que ela sente em alguns momentos. A confusão e a solidão. Ela é uma nativo-americana com uma infância conturbada e que passa por diversos problemas durante a vida adulta, um deles é descobrir que é bipolar. É um livro interessante, mas me senti muito angustiada em diversos momentos. Imagino então o que a autora deve ter passado. Entretanto, foi interessantíssimo chegar ao final da história e entender as escolhas dela. Fechei o livro com um carinho imenso por Teresa Marie Mailhot, admirada pela coragem e pelo talento para contar a própria historia sem cair na autopiedade.

Nota: 8/10, porque eu teria dado um soco no namorado dela muito antes.

Série MacGregors, Grace Burrowes
MacGregors

Ah, uma série fofa que eu gostei até mais do que achei que gostaria! Fiquei com receio porque em outros livros da autora era um lenga lenga pro casamento sair que me deixou até frustrada. TODAS as mocinhas tinham algum super motivo para recusar o mocinho e em sua maioria era “eu não sou boa suficiente pra ele” mas pra ele falavam “não quero casar nunca!”. Isso se repetiu em vários livros de outra série, então fiquei com o pé atrás. MAS, adorei, são histórias muito legais, ainda que com uma linguagem e atitude muito moderna para a época. Somos apresentados à família MacGregor logo de cara, um clã antigo que está tentando sobreviver depois da Grande Fome que abalou a Irlanda e a Escócia entre 1845 e 1849. Tá aí algo diferente também: essa série se passa na Era Vitoriana e até o Príncipe Albert faz algumas aparições. Afinal, a Casa Balfour fica pertinho do Castelo de Balmoral, a residência preferida da Rainha Victoria com seu amado Albert (e a prole cada vez maior). E posso dizer que uma das partes mais fantástica é que todos os modelos das capas tem os cabelos da cor dos personagens que representam? Adorei!!

The Bridegroom Wore Plaid
Esse livro conta a história de Ian MacGregor e seus esforços para salvar seu clã da pobreza – ou imigração para a América ou o Canadá. Para isso, ele e seus irmãos alugam a Casa Balfour para quem quiser passar o verão perto de Vossa Majestade, a Rainha Victoria. Praticamente um Airbnb vitoriano, não é mesmo? Pois bem, os hóspedes são a família do Barão Alstax e Ian, que é praticamente o novo Conde de Balfour (seu irmão mais velho sumiu no Canadá e está para ser declarado morto), deve se casar com a filha mais velha do Barão. Entretanto, ele vai criando uma afinidade com Augusta, a prima ~pobre~ da família. O romance entre os dois é muito fofo e você percebe que  ♫ love is in the air ♫ porque vários casais vão se formando. E temos a fofíssima Fiona, sobrinha de Balfour e que confere doçura e boas risadas à história. O enredo tem um mistério que pra mim é o mais antigo do mundo, super batido nos romances, mas Grace Burrowes conseguiu fazer o livro de uma maneira tão fantástica que até o final você fica querendo saber o que vai acontecer com o vilão, por mais óbvio e paspalhão ele seja nas maquinações. E mesmo com as histórias paralelas de casais, elas não roubam a cena do casal principal. Na verdade, você tem apenas alusões a toda a atividade amorosa que está rolando na casa e dessa forma não fica cansativo. Por outro lado, esses romances também não são aprofundados. Mas, é uma questão de gosto e eu adorei dessa forma.

Mary Fran and Matthew
Esse aqui é uma novella, um conto que mostra outro lado da história do primeiro livro. E, com maestria, Grace Burrowes fez esse livro ser super interessante! Mary Fran é uma bela mulher escocesa que caiu vítima do charme de um oficial do exército. O moço é despachado para o Canadá, onde morre, e Mary Fran fica com Fiona para criar. Matthew é um ex-oficial de guerra, viúvo e que sofre de Estresse Pós Traumático. Eles se aproximam, pois Matthew quer ajudar a proteger Mary Fran do próprio pai, o Barão Alstax. Mesmo as cenas que aparecem no primeiro livro e aqui são contadas de outra perspectiva têm uma luz diferente e não ficam monótonas. A adição de cenas novas também contribui para entendermos como o romance entre a irmã de Balfour e o primo de Augusta se desenrola. A fofinha Fiona aparece novamente e deslumbra todo mundo. Ah, nesse aqui tem até uma “participação” da Rainha Victoria, extremamente interessante!

Once Upon a Tartan
Sabe aquele livro que você não anima muito porque os personagens quase não apareceram nos outros livros? Pois é. Mas me surpreendi! Tyberius Flynn, Conde de Spathfoy, é tio de Fiona e chega na casa de Matthew e Mary Fran para buscá-la. Só que anigif_enhanced-buzz-18257-1394980770-4ele não esperava que a criança estivesse sendo tão bem cuidada, fosse uma gracinha apaixonante de cabelos ruivos e trancinhas, além de ter uma tia linda e encantadora. Hester aparece no primeiro livro, pois é uma das filhas do Barão Alstax. Depois de enfrentar um escândalo em Londres, ela decide ir passar um tempo com os parentes na Escócia e acaba cuidando de Fiona para que os pais da garota possam ter uma lua de mel atrasada. A história é interessante, mas Spathfoy é o perfeito lorde inglês, todo pomposo e cheio de discursos floridos. Os motivos dele para fazer o que faz fica obscuro praticamente por todo o livro e é interessante descobrir praticamente ao mesmo tempo que Hester. Os pais de Tye aparecem bastante, pois o casamento deles também foi muito afetado pela morte do pai de Fiona no Canadá alguns anos antes. Há uma cena entre os Marqueses de Quinworth que eu considero uma das mais lindas que já li, mas não quero dar spoiler.

The MacGregor’s Lady
Outro livro que estava com preguicinha de ler, mas porque achei que seria muito parecido com o primeiro. Asher MacGregor, o irmão mais velho do clã, está de volta à Inglaterra vivinho da silva! Além de ter que lidar com os desafios de ser um conde depois de passar anos nas áreas selvagens do Canadá, ele precisa servir de guia para uma herdeira americana que precisa fisgar um marido no Mercado Matrimonial. Hannah está no Reino Unido obrigada por seu padastro, que está fazendo de tudo para tentar controlar a fortuna da garota. Obviamente, Asher e Hannah travam uma amizade, pois os dois estão no mesmo barco: precisam achar pares ideais para casar. Hannah está decidida a voltar para Boston sem um marido e Asher está resignado a encontrar alguém. Claro que os dois se apaixonam e o mais legal é que em nenhum momento Asher tenta mudar a cabeça de Hannah para ela ficar na Inglaterra (ou na Escócia, whatever). Isso faz com que os últimos capítulos do livro sejam agridoces que só, daqueles que você lê pensando “como a autora vai tirar um final feliz daqui eu não sei”. Mas ele chega, sempre chega, e o final desse livro é muito fofo, com uma pitada de humor, correria e zoeira entre irmãos e cunhados que adorei! Me conquistou pelo final.

What a Lady Needs for Christmas
Esse aqui, que eu estava curiosa, foi um tanto quanto arrastado. Lady Joan Flynn (irmã do Conde de Spathfoy, Tye para os íntimos kkkk) precisa fugir de Edimburgo o mais gerardrápido possível e ir em direção à festa de Natal que seu irmão a convidou na Casa Balfour. O belo sr. Dante Hartwell (que eu imaginei como ninguém menos o que Gerard Butler por causa da descrição), um viúvo com dois filhos, se propõe a ajudá-la com uma carona em seu compartimento no trem para Ballater e eles aprofundam a amizade, pois já se conheciam dos bailes na capital escocesa. Logo nessa parte, Dante propõe casamento para Joan a fim de ajudá-la. Rápido? Talvez, mas era isso mesmo que eu esperava. O problema é que a partir daí a história ficou emperrando, andava, parava, voltava, andava de novo, parava, voltava. O enredo era bom, o vilão apesar de meio fraco foi bem escroto com a mocinha, mas acho que serviria muito bem como um conto de Natal e não um romance normal. A história paralela da irmã de Dante com o assessor dele estava dando nos nervos, porque não ia a lugar nenhum também. Mas, há uma cena imperdível com um certo coelho que me fez gargalhar por uns 10 minutos, então o livro valeu a pena nem que seja só por isso!

Nota da série: 9/10 SÓ POR CAUSA DA CENA DO COELHO.

É isso, o ano está quase acabando, mais três meses até a meta encerrar e estou na metade. Mas, ♪ quem acredita sempre alcança ♫

Progresso da meta de leitura: 50/100!

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