Primavera da Vida

Era Verão. Tudo lindo, com frescor de novidade e sabor de descobrimento. Era uma delicia.

Veio o Outono. As folhas caíram. O mundo caiu e se preparou para entrar no Inverno mais rigoroso dos últimos tempos.

O Inverno. Não deixou nada a não ser marcas e feridas. Fez frio, foi escuro, foi difícil. Um “Inverno na Alma”. Mas o frio se foi, dando lugar às primeiras flores da nova estação.

Primavera. Nos faz esquecer dos males causados pelo Inverno.
Primavera, as flores nascem e a esperança recomeça seu caminho.
Primavera. Nossa Primavera para uma nova Vida.

A cada novo raio de sol, um novo começo em alguma parte do mundo.

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Olá Querido Professor

Estava lendo um texto daqueles do Dia do Professor (15/10, já passou eu sei) e reparei o quanto algumas pessoas se esforçam para agradar os professores.

Na faculdade já perdi as contas de quantos professores tive. O engraçado é perceber que aqueles que tem mais conhecimento, são doutores, tem duzentas formações, são pessoas simples que não se gabam de seus conhecimentos. É muito mais aquela coisa “eu sei, você sabe que eu sei e agora eu vou te contar”. Isso claro, quando a humildade do aluno o permite também né.

Digo isso porque lembrei que ouvi chamarem um professor de Mestre. Serio, acho a coisa mais forçada do mundo. Primeiro porque o tal professor é Doutor. Segundo porque soa falso, puro e simplesmente. Lembro de Chaves ou pior, de um quadro super velho da Praça é nossa em que o Golias fazia um profeta é o povo gritava, Ó Messsstre! Fake e ponto.

Mas o que me levou  a essa reflexão foi pensar que dos professores que já tive, quem realmente poderia se gabar nunca o fez. E aqueles professores medianos, que estão ali para cumprir um papel, adoram encher a boca para falar que são doutores e que escreveram livros (e ainda mandam você comprar o livro).

Eu quero ser professora. Quero passar o conhecimento para os demais e quero poder falar daquilo que gosto: o jornalismo. Acho que ser professor/a é isso. É quando você faz com amor, com paixão, quando a materia que você explica corre nas suas veias. E não porque “faço isso há tanto tempo que já nem sinto mais” e vai lá e passa um power point.

O interesse do aluno na aula é diretamente proporcional ao afinco do professor em explicar a matéria. Semana passada vi alunos que nunca pararam pra estudar, se debruçarem em livros pra responder à altura a prova do professor mais chablablau da FIAM.

Assim como já vi alunos nem aí pra materia, que nem era tão dificil, simplesmente porque o professor dava uma aula “de qualquer jeito”. A responsabilidade não é só do professor, mas acredito sim que grande parte dela recai sobre os ombros do Teacher/Mestre/Fessor/ Profis/ coloque aqui o seu modo de tratar o professor.

Afinal, ele é quem manda na sala. Tem o poder de passar o conhecimento e tem também o poder de fazer uma conexão com seu interlocutor para que se faça ouvido.

Capisce?

Tudo pela metade

Posso adiar muitas coisas nessa vida. Principalmente quando dependem de ações externas, mas quando se trata de mim, não sei fazer pela metade.

Não sei cantar a meio tom. Se quero cantar, grito bem alto pra todo mundo ouvir. Não sei dançar contida. Danço mesmo que não tenha música tocando ou que as pessoas estejam me achando louca. Eu sou mesmo.

Não consigo gostar das pessoas um pouquinho. Ou eu gosto ou não gosto. E isso não é um discurso politicamente correto ou de boa vizinhança, se eu não gosto você vê na minha cara, não consigo mascarar minhas reações.

Não sei me entregar se não for de corpo inteiro. Talvez por isso eu já tenha me ferrado bastante, pois entreguei o meu melhor para pessoas que não estavam preparadas ou não mereciam.

Mas encontrei você e você merece só o meu melhor. Até porque não tem jeito de tentar dizer “não é nada” quando estou muxoxa, porque você sabe exatamente que tem alguma coisa errada.

Eu nem lembro por que comecei esse post ou qual foi a ideia inicial, mas a verdade é que uma vida bem vivida é aquela em que a gente se joga, curte, brinca, briga, luta, sente, sofre, chora, ri e se diverte. Não se trata de chegar no felizes para sempre, porque o sempre é muito vago. Trata-se de curtir a caminhada, com boas companhias, amando e sentindo tudo por inteiro, sem se privar de nada.

Um bom fim de semana!

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A Origem

Há algum tempo atrás tive a oportunidade de assistir ao maravilhoso filme de Christopher Nolan, A Origem. Que filme mais maluco e ao mesmo tempo fantástico! No começo pode até ser difícil de entender, mas aos poucos as coisas vão se encaixando.

Tal qual em um sonho não é? No filme, o personagem de Di Caprio explica que quando sonhamos geralmente não lembramos de como o sonho começou. Depois, quando tentamos lembrar, encaixamos os fatos. Juro que no começo fiquei perdidinha! Mas aos poucos, e com a ajuda do meu namorado, que já assistiu, eu fui entendendo e cheguei as conclusoes mais bizarras do mundo.

Quem me conhece sabe dos meus sonhos malucos. E sabe que de vez em quando eles acontecem. Vou contar um causo aqui. Acho que foi semana passada. Estava sonhando ( mas obvio, nao sabia disso né) e eu estava na Av. Nove de Julho, perto da 14 bis, pegando um onibus para ir ao ibirapuera. De repente, encontro uma amiga minha que mora em brasilia, e ela diz que queria ir para a paulista. Então, como num piscar de olhos, estamos na av do ibirapuera, em frente ao antigo Detran, e minha amiga vai atravessando a rua pois queria ir para a paulista. Só que ela vai andando de costas e um onibus atropela ela e joga ela uns 15 metros adiante. Eu saí correndo e fui atras dela, onde já havia gente ajudando. Minha televisão liga e de volta ao mundo real eu tento entender  o que está passando na Globo News (acordo com esse canal). Adivinha a manchete:  Acidente com onibus na av. ibirapuera deixa x pessoas feridas. Eu ainda estava com sono, mas quando olhei de novo para a tv fiquei passadissima! Nem minha mae acreditou quando eu contei! BIZARRO, eu sei. Mas é assim mesmo.

Voltando ao filme, o contexto todo faz você pensar que eles estão em um sonho, dentro de um sonho em um sonho. Entendeu? Pois é, o filme é todo assim, maluco!

E quando você termina de assistir e vai dormir provavelmente sonhará que está em um sonho dentro do sonho. Eu sonhei. A verdade é que acho que acho esse filme de certa forma plausivel. Porque eu ja consegui controlar um sonho e já consegui voltar pro mesmo sonho. Dada as devidas proporções, acho que a gnt tem um certo controle.

Outra coisa que ele fala no filme é que é perigoso misturar elementos do mundo real com o do sonho porque chega uma hora em que você não sabe se está acordado ou sonhando. Quem nunca teve aquele sonho “real” em que sentiu e chorou e doeu etc?

Vai saber se isso aqui não é um sonho também…

Essa não é mais uma história de amor

É muito mais uma história de companheirismo e cumplicidade. Mentira, é uma história de amor sim! Beyoncé lançou recentemente o clipe da música 1+1 e a canção simplesmente me fisgou. E se te fisgou também é porque você obviamente, assim como eu, está in love.

É incrivel como uma letra de musica pode soar linda e maravilhosa em inglês e em um simples clique do google tradutor ela fica cafona. Sinto muito, mas acho que o portugues é meio cafoninha às vezes! Se bem que, falar de amor sempre é cafona, mas de um jeito que todo mundo gosta e ninguém (pelo menos os apaixonados) liga.

Fala de um amor tão puro que até Beyoncé ficou emocionada no clipe. Se ela forçou ou não aí é outro assunto. Vou colocar a letra aqui, mas em inglês, porque como disse: cafona.

1+1

If I ain’t got nothing
I got you
If I ain’t got something
I don’t give a damn
Cause I got it with you

I don’t know much about algebra
But I know 1 plus 1 equals 2
And it’s me and you
That’s all you have when the world is through

Cause baby, we ain’t got nothing without love
Darling, you got enough for the both of us
So come on, baby
Make love to me

When my days look low
Pull me in close and don’t let me go
Make love to me
So when the world is at war
Let our love heal us all
Right now, baby
Make love to me
Oh, make love to me

Hey, I don’t know much about guns
But I, I’ve been shot by you
Hey, and I don’t know when I’m gon’ die,
But I hope that I’m gon’ die by you
Hey, I don’t know much about fighting
But I, I know I will fight for you
Hey, just when I ball up my fist I realize
I’m laying right next to you

Percebeu? É uma declaração ímpar! Poxa, esse amor pode até curar uma guerra. Mas eu fiquei pensando (sentiu o cheiro de queimado aí?): Não é uma delicia poder ter um amor assim? Ter a certeza de que o amor é forte, tão forte que você se jogaria na frente de uma bala pela pessoa? Que você lutaria por ela ou que aceitaria ser morta por ela (O.o tá, aí já é exagero)?

Eu deixei de acreditar no Felizes Para Sempre e passei a acreditar no Feliz Agora. Porque as coisas tem que ser eternas? Nem a gente é! É claaaaaro que eu penso em ter um final feliz, ficar bem velhinha com o homem que eu me casarei, com filhos, netos e toda aquela papagaiada. Mas aprendi a viver um dia de cada vez, amando incondicionalmente naquele dia. Amanhã a gente vê o que faz e o que sente.

Mas o ponto ao qual eu queria chegar é que: quando você ama alguém, você faz tudo por aquela pessoa. Tudo para fazê-la feliz, tudo para que o dia dela seja melhor, tudo para que a dor seja menor, faz tudo o que você pode para que ela tenha o minimo de conforto em meio a tempestade.

E se um amor sobrevive a uma tempestade? Se sobreviver é porque é amor mesmo, senão filha, passa pra outra. Entretanto, só quem realmente é teimosa quer vai ficar ao seu lado quando a tempestade chegar. E se você tem alguém assim ou se faria isso por alguém, então você sabe do que eu estou falando.

Bom,é isso. Deixa eu pegar meu guarda-chuva, porque né 😉

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