Renascido

John Mayer se reinventa e traz álbum diferente do que já fez

John Mayer Born and Raised

Born and Raised saiu há quase dois meses e se você ainda não ouviu, deveria. Eu mesma demorei um pouco para ouvir o novo cd de John Mayer e me arrependi de não ter feito isso antes. Fiquei surpresa com a diferença de som desse disco para os anteriores. Muito mais folk, meio country (pra não dizer caipira) e diferente. Antes que alguém me julgue, eu não sou a maior conhecedora das peculiaridades de gênero musical, mas eu gosto de ouvir música e sou apaixonada pelo cantor em questão.  O fato é que o som me cativou. Continue reading “Renascido”

Ser dona de casa

Li um texto outro dia sobre um comentário preconceituoso acerca do termo Dona de Casa. Historicamente, o termo tem conotação negativa, por que com toda essa historia de feminismo ser dona de casa é sinal de submissão, dependência e falta de instrução. Eu discordo veementemente!

Eu quero ser dona de casa. Mas também quero ser uma jornalista respeitada, com reconhecimento na área, assim como quero ser professora e ajudar meus alunos a serem bons profissionais. Mas também quero ter minha casinha, cuidar do meu marido e dos meus filhos. Qual é o problema nisso?

Não quer dizer que eu não tenha conhecimento, que eu seja submissa ou dependente do meu marido. Pelo contrário, é uma escolha minha! Acontece que quando entrar na minha casa, eu quero deixar todos os meus títulos do lado de fora e ser apenas uma mulher que ama cuidar da sua família.

Costumo dizer que “nasci para ser dona de casa”, mas não em ficar enfurnada em uma casa enquanto o maridão vai caçar o alimento. Eu nassci para cuidar, me doar e amar. Como não posso fazer isso na profissão, quero fazer em casa.

As mulheres que são casadas vão me entender. Apesar de toda correria do dia a dia, é uma delicia quando você faz uma comida em casa e seu marido/namorado come com vontade e quase lambe o prato.

As pessoas precisam dar um novo valor para a palavra Dona de Casa. De que adianta ter uma carreira de sucesso, se é a empregada que passa mais tempo com seus filhos, se você só vê seu marido no café da manhã e se as ocasiões em que a família almoça juntas é só no Natal. E olhe lá? Ok, estou exagerando, mas sei que a rotina de muita gente é assim.

Nós não precisamos mais ficar o dia todo faxinando a casa e esquentando a barriga no fogão. Sou do pensamento que podemos sim ter uma “secretária do lar” para auxiliar na administração e organização das atividades. Mas ela não deve substituir o papel de mãe e esposa.

É necessário, e gostoso, passar um tempo cozinhando, conversando com o marido/namorado enquanto prepara a janta.  Passar aquele momento ajudando seu filho a fazer o dever de casa, ouvir como foi o dia dele, como ele se sente na escola, se está feliz e colocá-lo na cama para dormir.

Sei que muita gente vai me criticar, mas é assim que eu penso. Ainda são só ideais, porque eu ainda não tenho filhos e nem sou casada. Mas já faço cursinho! Hahahaha . A questão que eu quero levantar é que apesar de tudo, as mulheres deveriam arranjar um tempo para participar e manter o relacionamento com os maridos.

Eu posso ser tachada de louca, mas vou amar ser esposa e cuidar da minha casa. Não quero isso 24h por dia, mas quero ter meus momentos dona de casa, sim! Toda mulher deveria ter.

Ser dona de casa: uma escolha, um direito meu (ó, dá até uma campanha hein!)

Fui, que eu vou fazer almoço agora!

Como se fosse a primeira vez…

Marcaram de se encontrar às 20h30. Ele passaria na casa dela na hora marcada. Naquele dia, mal se falaram, mas o encontro era certo.

Ela se vestiu logo cedo com seu melhor humor. Saiu para trabalhar, cronometrando cada tempo livre para poder otimizar seu tempo ao se arrumar a noite. Coisas de mulher.

Saiu do trabalho e foi até cortar o cabelo, coisa que não fazia há alguns meses. Chegou em casa correndo, cada vez mais ansiosa pela noite que estava por vir.

Tomou banho, depilou-se,perfumou-se. Vestiu uma roupa que o deixaria de babando.

Arrumou-se e ficou linda. Tinha que impressionar naquela noite. Mais uma conferida no espelho, uma opinião das mulheres da família, uma blusa emprestada, pronto! Estava deslumbrante. Só faltava o sapato, mas o colocaria na hora de sair.

Foi ajudar sua avó quase centenária a arrumar o contraste da tv. Do alto de seus 90 anos, a avó sempre reclamava que a tv de ultima geração (ou penultima, vai saber) era muito escura, desfocada e que a neta sabia exatamente como deixar a imagem mais bonita.

Enquanto arrumava os comandos da tv, ela apertou sem querer o botão que muda de canal e seu coração pulou uma batida. Ele estava na portaria. Lindo. Elegante. Acidentalmente, ela havia sintonizado no circuito interno de câmeras do prédio.

O interfone tocou.

 

Ele acordou meio mal humorado, porque nem tinha dormido muito. Apesar disso, estava com disposição para encarar o dia que estava por vir.

Saiu, foi resolver uns problemas. Voltou e foi lavar o carro. Era uma noite importante, todos os aspectos mereciam esmero.

Nunca dera muita importância para o carro, mas lavou o bendito quatro vezes, tamanha a sujeira e a obstinação por deixá-lo limpo, pois queria causar uma boa impressão. Depois, foi cuidar da aparência.

Cortou os cabelos, fez a barba e se demorou no banho. Como de costume. Inclusive, tomou um banho gelado para se animar e mandar o sono embora. Estava renovado.

Escolheu a roupa com cuidado, imaginando o que a agradaria, pois queria deixa-la sem ar. Vestiu seu melhor terno. Arrumou o cabelo do jeito que gostava, colocou o perfume preferido e arrumou a gravata meticulosamente. Roxa, a cor favorita dos dois.

Pegou o carro, muito mais limpo do que nos últimos meses, e foi para a casa dela. Correu um pouco, pois percebeu que estava atrasado. Atravessou a cidade e por sorte conseguiu uma vaga perto ao prédio dela. Encaminhou-se e falou com o porteiro.

Tocou o interfone.

 

Quando se encontraram, ambos ficaram embasbacados, tamanha a beleza descoberta um no outro e o capricho dedicado àquele momento. Estavam extasiados por se encontrarem. Foram jantar e depois se divertir. Surpreenderam-se quando o pano caiu.
Apaixonaram-se. De novo.

Era o aniversário de um ano de namoro.

E melhor do que descobrir que está amando é descobrir que está apaixonado, perdida e enlouquecidamente, pela mesma pessoa.

É a empolgação do primeiro encontro, mesmo que seja o milésimo.

Ah, as dores e amores da vida real…

Às vezes, temos que sair da zona de conforto e partir pra luta.

Se você não fizer, não tem quem faça. A mamata acabou e é você contra você mesmo. As contas não se pagam sozinhas, a comida não aparece milagrosamente na geladeira e a casa não amanhece limpa de um dia pro outro.

Os problemas não vão embora apenas porque você não dá atenção pra eles. Tal qual uma criança que tampa os olhos para se esconder do monstro e sente-se segura.  Infelizmente, não é assim.

Na verdade, eles crescem e se multiplicam.

“Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó”

Cada um sabe onde o calo aperta e aos poucos vamos aprendendo as lições. É tudo uma questão de escolha. Ser omisso com seus compromissos ou ir a luta e se machucar de vez em quando.

É melhor viver como um covarde ou morrer como um Herói?