Filhos do Brasil

Semana passada fui assistir a um espetáculo de tirar o fôlego. Algumas amigas costumam dizer que tenho gosto de velha, mas o musical Filhos do Brasil de Oswaldo Montenegro não tem idade. Cara, que coisa maravilhosa! Eles falam de uma forma tão “brasileira” que você sai da casa de espetáculo pasmo, pensando “caramba, eu imaginei que era outra coisa”.

E de verdade, AMO Oswaldo Montenegro, mas pensei que esse espetáculo ia ser uma coisa mais apelativa, falando de pobreza, sofrimento etc. Mas com muita dança (MUITA MESMO), muita música, percussão, muita voz – e que voz- e um time de artistas pra lá de talentosos. Nem preciso dizer que ri muito e até me emocionei.

Mas o mais legal de todo o musical é como eles souberam retratar o brasileiro. Porque somos uma nação, mas tão diferentes entre si que fica difícil pensar que o mesmo nordestino, o amazonense, o mato-grossense, o mineiro, o carioca e o paulista sejam tudo a mesma coisa. É um erro grotesco colocar todo mundo no mesmo balaio.
Aliás, a perfeição e comicidade com que retrataram os paulistanos foi muito engraçada! Um momento antes, houve uma disputa de repente, aquelas musicas rimadas que um repentista “tira” com a cara do outro, e arrancou grandes sorrisos e aplausos da platéia. Logo a seguir, Madalena Salles anuncia que  não há repentistas só no nordeste. São Paulo também tem seus representantes. E aí aparecem os “manos”. Com um rap divertido e enrolado, até minha mãe, que não é uma das maiores fãs do gênero, deu boas risadas.

A coreografia espetacular costurava as cenas, casando-se perfeitamente com a música e o ambiente. Dança contemporânea, gingados de capoeira e de giras de umbanda (ou candomblé, não sei) misturavam-se até com samba e forró. Foi lindo!

Outro ponto a ser dito é que souberam abordar de forma sutil, mas inteligente a questão religiosa do Brasil. Todas religiões muito bem representadas, muito bem apresentadas também. Nada ofensivo, nada partidário. Mostrando o povo brasileiro como ele é, um povo de fé.

Saí do Citibank Hall com uma sensação tão boa, pois há tempos não me divertia assim com minha mãe. E apesar de o espetáculo me lembrar muito de uma pessoa que fez parte da minha vida, deixou uma marca em minha memória, pois a voz daquele homem é surreal. Juro que dá vontade de ficar ouvindo ele cantar o tempo todo, não importa o que!

Filhos do Brasil somos eu, você, minha mãe, o menino potiguar, o nordestino, o carioca, o mineirin, e quem mais estiver por aí. A única resalva que tenho a fazer é que senti falta de um tipo de brasileiro: o gaúcho. Mas em geral, o espetáculo foi realmente espetacular!

Fim de semestre


Acabou. Passou. Não volta mais. Passei.

O semestre já era, a faculdade ficou pro ano que vem, o exame não me segurou, e eu fiquei a pensar.

Porque damos tanto valor aos amigos da faculdade, às vezes mais do que a faculdade em si? Esse semestre ficou na minha memória. Apesar de 2010 não ter sido bom como deveria, meu segundo semestre foi razoável. Cheio de altos e baixos, mas razoável.  Fiz amigos, inimigos, aprendi coisas, outras desisti. Outras tive que aprender na última hora. Fui para o bar mais do que deveria.

Paquerei, sorri, beijei,chorei, ri, briguei, olhei, encarei, e fui feliz.
No final é isso que importa não é? Mas e quando saber se o que você escolheu é o certo? Eu sei, é impossivel, mas vale a pena avaliar se as escolhas deram bons resultados.

Não vou dizer que não me arrependo de  nada. Houve momentos em que eu deveria calar, mas falei, ou que devia ter falado, e me censurei. Não há uma fórmula para acertar.

Tenho a impressão de que o 2º semestre de 2010 foi um grande círculo vicioso. Rodei,rodei, e acabei parando no mesmo lugar… com alguma carga emocional e intelectual, mas sem muitos avanços.

Uma coisa é certa. Nessas férias vou sentir falta dos meus parceiros de bar amigos. A Taguá faculdade vai fazer falta. Mentira, é a Taguá mesmo que vai fazer falta. Nathy, Karina, Cacau, Henrique (sem dignidade), Zulu, Alexandre, Vinicius, Will, Fernanda, Arthur, Bruno, Gustavo… Será que esqueci alguém? Todo mundo que sempre curtiu comigo e meus amigos na Taguá também vai fazer falta.

O jeito é analisar o que  restou, e tentar ser melhor. Talvez nunca 100%,mas a gente tenta 😉

Vem logo 2011, SEU LINDO!

Categories Eu

Imagine

“Imagine All the people”… Imagine se todas as pessoas tivessem a oportunidade de ouvir e conhecer a música de John Lennon , o mundo não seria melhor? Ou imagine se aqueles disparos não tivessem acontecido, e hoje nós tivessemos ainda a presença ilustre desse homem? Ah, que mundo lindo nós teriamos.

Mas eu acredito,  parafraseando minha mãe, que esses tipos de cantores, os gênios, não qualquer bom cantor, esses caras são anjos que Deus manda para alegrar, para conscientizar o mundo, para trazer cultura às massas e para ficar na memória de quem nem era nascido naquela época.

Eu sou grata, eternamente, por minha mãe ter me apresentado os Beatles, mesmo que timidamente. Ela sempre foi muito livre com meus gostos musicais e nunca me impôs ouvir algo.  Mas ao ouvir as histórias dela, acabei criando curiosidade. E quando você conhece de um assunto, mesmo que nem sonhasse em nascer naquela época, compartilha da mesma dor das pessoas que ouviram no rádio, que leram nos jornais a noticia de que John Lennon tinha sido baleado.

Essa semana li na revista Época uma matéria muito interessante sobre Lennon, falando da atemporalidade de suas músicas e de seu legado. Espetacular, e nos faz mesmo imaginar, se ele estivesse aqui hoje seria um ativista, continuaria compondo, ou o que mais pudesse acontecer. Mas já seria bom se ele estivesse aqui hoje.

Hello world!

Sabe quando você cria um blog, mas perde ele com o tempo, e não acha de jeito nenhum o endereço? Pois é, foi o que aconteceu comigo, e de uns tempos para cá ando percebendo o mundo de outra forma. E isso vem me intrigando!

Nada mais justo do que usar o cyberespaço para desabafar minhas percepções e opniões, que muitas vezes podem não agradar a todos, mas esse também não é meu interesse.

Nesse post de “lançamento”, não quero falar nada especifico, só que estou feliz em começar esse projeto. E posso dizer de boca cheia que fui impulsionada por uma obrigação do trabalho, e acabei pegando gosto e querendo ter o “meu cantinho”.

Então que seja assim! Se rasgam o verbo por ai, aqui eu vou costurá-lo.