Leituras de 2018 – Maio

Maio passou voando e mal tive tempo de escrever isso aqui! Cá estou eu para mais uma lista de leituras do mês e dessa vez, estou ~de volta pro meu aconchego~: era regencial! No final de abril, eu li (quer dizer, reli) o primeiro livro da série Os Bedwyns, da Mary Balogh. Mas, para não misturar e deixar o pobrezinho sozinho sozinho lá no post de abril, deixei para falar dessa família linda toda de uma vez. Vamos lá!

Os Bedwyns, Mary Balogh

Bom, o que dizer dessa que foi uma das primeiras séries de livros que se passam na Era Regencial que eu li? Só vou dizer coisas boas, né! Há alguns anos, li uma tradução da internet (sorry not sorry) por aí, mas quando encontrei o livro físico, quase saí pulando pela Livraria Cultura. Comprei, é claro (fiz até um post no Instagram na época kkkk). Mas, prometi pra mim mesma que só ia reler quando tivesse todos juntos. Eis que em alguma promoção doida este ano eu consegui comprar (yaaay), mas estava com outros livros na frente pra ler. Depois da minha super aventura lendo contos de HP Lovecraft eu precisava voltar aos romances sendo bem recebida. Ah, e essa família é uma maravilha! Nunca vou me cansar de dizer que reler um livro é como visitar velhos amigos. Infelizmente, cheguei de Hampshire faz uma semana e já estou com saudades!

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Ligeiramente Casados

Uma história completamente fofa! Nesse livro somos introduzidos a família Bedwyn, com o primeiro mocinho sendo Aidan, um coronel do Exército Britânico que tem uma missão a cumprir: ele deve dar a notícia do falecimento de Percival Morris a sua irmã, Eve, e protegê-la caso necessário.  Eve é aquele tipo de mocinha que você se apaixona rapidamente, tanto por ela ser uma fofa como por ser firme e se manter de cabeça erguida mesmo em frente a família Bedwyn. Aidan é o tipo de mocinho que você fica reticente por ele ser muito sério, mas que tem um magnetismo incrível. A história deles é linda, engraçada, cheia de cenas ótimas com o Duque de Bewcastle (irmão de Aidan e patriarca da família Bedwyn), e um final de ficar suspirando por aí. Sério, acho que ele é meu mocinho preferido da família!

Ligeiramente Maliciosos
Esse livro é o que menos gosto da família. Talvez porque Rannulf Bedwyn apareceu de supetão no fim do primeiro livro e eu fiquei “quem é você, cara?” no começo do segundo. Talvez porque ele seja tão diferente dos outros irmãos e não tenha essa proximidade para criar uma identificação? É possível. Mas, acho que toda a questão de mentiras e identidades diferentes e tal me incomodou um pouco. Rannulf conhece Judith (que acabara de sofrer um acidente na diligência que viajava) quando está indo visitar a avó, que mais uma vez achou a pretendente perfeita pra ele. Ele e Judith tem uma noite inesquecível e seguem seu caminho, nenhum dos dois dizendo ao outro quem realmente era. Aliás, nessa releitura eu pensei muito em Mansfield Park, da Jane Austen, acho que a história de Rannulf e Judith tem um pouco sofrência demais e muita humilhação da coitada da Judith. Ainda bem que finais felizes existem, porque olha.

Ligeiramente Escandalosos
Ah, Freyja, Freyja! Aqui vemos Freyja se recuperando de um coração partido, mas não querendo assumir, obviamente, porque ela é muito durona. Ainda não foi lançado em português , mas existe um prequel dos Bedwyns e que conta a história de Kit e sua noiva perfeitinha, de quem Freyja tanto fala no livro. Mas, o foco é no lindo, maravilhoso, giphy0risonho (porém, bravo quando necessário) Marques de Hallmere, Joshua Moore. Eles se odeiam no começo, mas Freyja o ajuda quando ele precisa despistar a tia manipuladora, fingindo que estão noivos e é  aí que se enfiam num problema cada vez maior. É o meu mocinho não-Bedwyn favorito, devo confessar. Ele tem um jeito cativante e conquista o leitor assim como conquistou Freyja: quando menos se espera. Quando você vê, já está apaixonada por Joshua. As brigas dele com Freyja são o máximo e é bom ver uma garota que sabe dar um bom soco. Tinha que ser baixinha, nós somos bravas!

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Ligeiramente Seduzidos
Eu amo e não amo esse livro, é possível? Amo os fatos históricos, toda a agitação e desespero que a Batalha de Waterloo trouxe para a Bélgica (e para o mundo, claro) e os dias que se seguiram a ela. O Gervase Ashford, Conde de Rosthorn, odeia o Duque de Bewcastle, pois acredita ser ele o culpado por seu exílio no continente. Quando conhece Morgan Bedwyn, a linda caçula da família em Bruxelas, pouco antes da batalha, ele resolve se vingar. Detesto a enrolação do Conde nessa de “quero me vingar; não quero mais; quero sim; não quero não” e a Morgan ali no meio. A ingenuidade dela também é um pouco irritante – jovens de 18 anos que acham que são muito adultas mas na verdade não são também devem ser irritantes (certeza que eu fui um porre de chata kkkk). Esse livro é lindo por ter um toque mais “mundo real”, menos conto de fadas.  Tem todo o horror da morte e a possível perda de um personagem querido para os protagonistas. Toda a dor que sentimos com a família Bedwyn e com o Duque de Bewcastle, principalmente. É triste e lindo ao mesmo tempo. E o final é de tirar o fôlego!

Ligeiramente Pecaminosos
Ah, esse é daqueles que você vai ler só porque faz parte da série e se encanta, lembro que foi assim com a primeira leitura. Alleyne Bedwyn perdeu a memória durante a Batalha de Waterloo e um anjo está cuidando dele. Mas, esse anjo é na verdade uma pobre inglesa que foi iludida por um patife (adoro essa palavra hahaha). Toda a descoberta pessoal de Alleyne é salpicada por muitas cenas hilárias com as “salvadoras” dele e algumas bem tocantes quando ele quaaaase se lembra de onde é, de onde veio, quem é sua família e tal, mas não consegue lembrar totalmente. Também é lindo ver o crescimento pessoal dele, o mais novo dos homens Bedwyns e sem uma preocupação na vida. É meio piegas, mas ele precisou esquecer de tudo pra descobrir quem ele realmente era. E achou! Ah, o final desse livro é lindo, mas é tão lindo – TÃO LINDO – que eu chorei no metrô que nem uma tonta.

Ligeiramente Perigosos
Para fechar com chave de ouro essa série maravilhosa, o último livro conta a história de Wulfric Bedwyn, o chefe da família! Mais parecido com (e descrito muitas vezes como) um bloco de gelo, o Duque de Bewcastle está bem vulnerável no começo do livro. Ele se sente sozinho depois da morte da amante e do casamento de todos os irmãos. Aí é que entra a maravilhosa Christine. Meu Deus, como essa mocinha é doida! O mais legal é ver giphyna prosa de Mary Balogh como as partes ligadas à Bewscastle são bem pausadas, com frases sucintas e uma calma na descrição das coisas. Na parte de Christine, EITA, é uma doideira, rápido, uma coisa passando por cima da outra, muitos sons, cheiros, felicidade, uma coisa louca. A história deles é incrível, muito lindo ver todo o gelo de Bewcastle se derreter (e fazendo a gente se derreter junto, né). Li num grupo outro dia que uma pessoa achou que Wulfric era todinho o Mr. Darcy e após reler tenho que concordar. Até o primeiro pedido de casamento mais furado do mundo cheio de preconceitos e ofensas ele fez.

Nota da série: 10/10! Ah, como amo essa autora e essa família! (Calma, Julia Quinn, tem espaço pra todo mundo no meu coração). Reler esses livros foi como um bálsamo. Apesar  disso, fiquei extremamente irritada com alguns erros de tradução, por exemplo, se referir ao Duque como Conde e outras coisinhas assim. É tipo errar o nome da pessoa, gente, não pode. Ponto positivo que as modelos nas capas são mais parecidas com as personagens nos livros.

Progresso da meta: 31/100

Depois de terminar Os Bedwyns, descobri que existe uma outra série que é praticamente uma seqüência! Chama-se Simply Quartet e ainda não foi traduzida para português, mas que encontrei facilmente na loja Kindle. Já estou no segundo livro e amando, pois podemos ver muuuuito mais dos Bedwyns nessa série que conta a história das professoras da escola da Miss Martin, aquela do livro da Freyja. Vamos ver o que mais junho aguarda para mim!

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