Corações Perdidos e Partidos

Depois de muito tempo sem postar, qual a novidade né, eu vira e mexe esqueço desse blog. E não é por falta de criatividade, é só falta de coragem pra vir aqui escrever.

E o meu post de hoje vai para os corações perdidos ai pelo mundão. Finalmente e graças a Deus eu não faço mais parte desse time, mas entendo perfeitamente como é o sentimento.

Por mais pessoas que conheçamos, nos envolvamos, pegamos na mão, beijamos a boca… quando se está perdido nada adianta. O coração reclama a falta de uma companhia que complemente.

Fica um vazio, uma falta de algo que nunca se teve. A vontade de experimentar caminhos nunca antes vistos, mas tão certos e familiares como se estivéssemos nele há anos. Mas nunca é um caminho seguro.

Quando se encontra alguém, deixamos de ser tão sozinhos. Mas quando se encontra alguém com quem você pode dividir seus segredos mais íntimos sem a pessoa te olhar torto, isso sim é não se sentir mais nada sozinho.

O coração perdido procura incansavelmente e muitas vezes se ilude com falsas promessas. E isso não é culpa de ninguém. Carência transforma discursos vazios em poemas cantados.  É aquela história de querer tanto alguma coisa que qualquer coisa serve.

Mas aos poucos, o coração vai ficando mais durão e vai aprendendo que a solitude nem sempre é solidão. Que sozinho se constrói tudo aquilo que a gente precisa, mas que não depende do outro.

Eu posso falar com conhecimento de causa, quando você passa a se importar mais com você mesmo do que com a atenção que um parceiro te dá, tudo muda.

Só assim é possível encontrar algum coração, que também estava perdido, procurando por alguém que tem os mesmos anseios, os mesmos medos e inseguranças, a mesma imaginação fértil, o mesmo jeito ranzinza, o mesmo jeito palhaço, a mesma nerdice… aquilo que te faz pensar e dizer: AGORA VAI.

O que também não quer dizer que você precise encontrar alguém igual a você, mas a verdade é que quanto mais coisas compartilhamos com o ser amado, mais gostoso é amar essa pessoa. Como já dizia Fernando Anitelli: Os opostos se distraem, os dispostos se atraem.

Pare e pense bem: Você se ama o suficiente e está disposto a dividir esse amor? Está disposto a se permitir amar e ser amado? Então tá esperando o que???

PS: Procurando uma imagem para o post,acabo de descobrir que Corações Perdidos é o nome em português de Welcome to the Rileys, onde a Kristen Stewart faz uma stripper… então tá né

Sábado a noite, sozinha…


Cansei.
Cansei das mesmas emoções vazias e sem sentido. Isso é para mim como um tipo de droga. Faz bem naquele momento, dá uma brisa sem igual, uma felicidade instantânea, que se esvai com o sono. Será possível ser viciada em sentir? Nem digo em amar, porque há tempos não sei mais o que é isso. Mas e sentir? Emoções são tão superficiais e tão fugazes como uma volta numa montanha russa.

Eu assumo que sou romântica. A mulher que não se abala, que o coração não aperta ou que não sente borboletas no estômago que me desculpe, mas ou tem algo de muito errado ou você foi denominada com o sexo errado.

Sentir, amar, ser romântica é algo excessivamente feminino. E quando não há nada novo, nós mexemos em emoções antigas, como alguém que fuma uma bituca… E, cara, isso é muito chato! Talvez eu esteja fadada a sentir demais… e por isso  querer sempre sentir coisas novas. E isso é muito dificil! Esse mundo está cada vez mais monótono.

Depois minha mãe me fala que eu sou boba, porque ela arrumava um namorado atrás do outro, e que se o cara era interessante ela “aprendia a gostar”. Porra! Eu nunca consegui fazer isso. JAMAIS aprendi a gostar de alguém desse jeito. Sempre que tento “me forçar” a sair com um cara porque ele é um “tipão” (inteligente, charmoso, educado, blablacoisasdemaeblablabla) eu acabo pegando raiva do cara… Não consigo nem simpatizar direito. E bem que eu queria.

Porque eu não sinto falta de beijo, sinto falta de carinho; não sinto falta de abraço, sinto falta de segurança e proteção; não sinto falta de ter alguém na minha cama, mas sinto falta da cumplicidade que isso implica. As relações, atualmente, são muito automáticas e visam apenas massagear egos e personalidades. A vaidade tomou conta e tudo não passa de um jogo.

É, acho que eu nasci na época errada. Ou não.

PS: Isso que dá ficar em casa ouvindo John Mayer, comendo besteira e lendo fanfics… Programa de solteirona desiludida mode on, mas eu não quero isso pra minha vida. DE JEITO NENHUM! Hahaha (rindo da própria desgraça ¬¬)

PS2 (que não é o Playstation, rara ¬¬): Era isso ou ir ao show do Oswaldo Montenegro, SOZINHA e pensar no meu ex. Prefiro pensar só na minha solidão =D

[Calma Manu, 2011 tá só começando ;)]