Julia Quinn libera novo trecho de First Comes Scandal

Nossa amada autora não para nunca! Com novo livro no forno, previsto para publicação em abril nos EUA, Julia Quinn liberou o segundo capítulo do livro que esteve trabalhando nos últimos meses. First Comes Scandal é o quarto livro na série Rokesby, um prequel de Bridgertons.

Resumindo para quem chegou agora: os Rokesbys são vizinhos há séculos dos Bridgertons, porém a série se concentra em uma geração anterior a de Anthony e cia, nos anos 1770 a 1800. Nos livros anteriores desta série há aparições dos tios da leva que conhecemos e também brevemente de Edmund e Violet. Julia adiantou que neste livro, no entanto, teremos vislumbres de Anthony e Benedict criancinhas e Colin bebê!

O texto original está disponível no site da JQ e nós traduzimos apenas para que as fãs possam matar a curiosidade! Já incluímos o primeiro capítulo também, disponibilizado anteriormente, para não ficar confuso! Boa leitura!

First Comes Scandal

Capítulo Um

Kent, Inglarerra, 1791

Pelo menos ninguém morreu

Além disso, Nicholas Rokesby não tinha a menor pista do porquê tinha sido chamado para casa em Kent.

Se alguém tivesse morrido, ele ponderou, seu pai teria dito algo na mensagem que mandou para Edimburgo. Ele mandou pela entrega expressa, então obviamente era algo urgente, mas se alguém tivesse morrido, com certeza Lord Manston teria escrito mais do que:

Por favor retorne para Crake com a maior urgência possível. Sua mãe e eu precisamos falar com você sobre um assunto um pouco urgente.

Desculpe atrapalhar seus estudos.

Seu amado pai,

Manston

Nicholas olhou para a familiar copa de árvores enquanto embarcava na última parte da viagem. Ele ja tinha viajado de Edimburgo a Londres pela carruagem dos correios, de Londres a Maidstone por diligência e agora estava completando as últimas 15 milhas a cavalo.

A chuva tinha finalmente parado — graças ao bom Deus—mas sua montaria estava espalhando uma quantidade ridícula de lama e, entre isso e o pólen, Nicholas suspeitava que até chegar em casa ele iria estar parecendo que tinha uma infecção na pele.

Crake. Menos de uma milha faltando.

Um banho quente, uma comida aquecida, e ele então iria descobrir o quê tinha deixado seu pai naquele estado.

É melhor ser algo sério. Não morte, claro, mas se ele descobrir que foi chamado a atravessar dois países simplesmente porque seus irmãos estavam ganhando um prêmio do rei, ele ia arrancar o braço de alguém fora.

Ele sabia como fazer, inclusive. Todos os estudantes de medicina eram obrigados a observar cirurgias quando a oportunidade surgia. Não era a parte favorita de Nicholas no currículo; ele preferia mesmo os aspectos mais cerebrais da medicina —entender os sintomas e resolver os quebra-cabeças que sempre mudam até chegar ao diagnostico. Mas nessa época era importante saber como amputar um membro. Às vezes era a unica defesa de um medico contra infecção. O que não tem cura pode ser impedido de se espalhar

Melhor curar, porém.

Não, melhor prevenir. Parar os problemas antes que comecem.

Nicholas deu uma revirada de olhos mentalmente assim que Crake finalmente apareceu no horizonte. Ele tinha uma sensação de que qualquer que fosse o problema que o trouxe até Kent nesse dia chuvoso de primavera, já estava bem encaminhado.

Além disso, seus irmãos não iam ser condecorados pelo rei. Eles eram homens exemplares, todos os três, mas francamente.

Ele desacelerou seu cavalo para um trote quando virava a última curva na entrada. As árvores passaram por sua visão periferica e de repente ali estava sua casa, imponente e sólida, todos os dois séculos e meio dela subindo da terra como uma deusa de calcário. Nicholas sempre se maravilhou em como uma construção tão larga e decorada podia ficar tão escondida até o último momento da aproximação. Ele supunha que tinha algo poético sobre isso, que ele poderia continuar a se surpreender com algo que sempre foi uma parte dele.

As rosas de sua mãe estavam desabrochando., vermelhas e rosas e revoltas, bem do jeito que todo mundo as amava, e conforme Nicholas se aproximava, ele sentia o cheiro delas no ar úmido, passando levemente sobre suas roupas e embaixo de seu nariz. Ele nunca tinha sido muito fã do cheiro de rosas- ele preferia suas flores menos espalhafatosas – mas quando tudo isso se reunia em momentos assim: as rosas e a névoa, a umidade da terra…

Era o lar.

Não parecia importar que ele não deveria estar ali por pelo menos mais algumas semanas. Isso era seu lar, e ele estava em casa, mesmo que seu cérebro coçasse com desconforto, imaginando que tipo de desastre o chamou de volta.

Os empregados devem ter sido avisados da sua chegada iminente porque um cavalariço estava esperando na entrada para cuidar de sua montaria e Wheelock abriu a porta antes mesmo que Nicholas chegasse ao primeiro degrau.

“Sr. Nicholas,” disse o mordomo. “Seu pai gostaria de vê-lo imediatamente.”

Nicholas gesticulou para sua vestimenta cheia de lama. “Certamente ele vai querer que eu —”

“Ele disse imediatamente, senhor.” O queixo de Wheelock se abaixou, quase imperceptívelmente, apenas o bastante para indicar a parte detrás da casa. “Ele está com sua mãe no salão verde e dourado.”

Nicholas sentiu suas sobrancelhas se unirem em confusão. A família era menos formal que a maioria, especialmente quando estavam no campo, mas um casaco sujo de lama nunca era uma roupa apropriada para a sala preferida de sua mãe.

“Eu fico com isso,” disse Wheelock, pegando o casaco. O homem sempre foi bizarramente um bom leitor de mentes.

Nicholas olhou para suas botas.

“Eu simplesmente iria,” Wheelock disse.

Bom Deus, talvez alguém tenha morrido.

“Você sabe sobre o quê é tudo isso?” ele perguntou, virando para que Wheelock pudesse tirar o casaco dos seus ombros.

“Não é meu lugar falar.”

Nicholas olhou por cima do ombro. “Então você sabe.”

Senhor.” Wheelock parecia com dor.

“Eu teria vindo aqui em menos de um mês.”

Wheelock evitou o olhar de Nicholas e fez uma cena ao escovar pedaços de lama seca do casaco. “Eu acredito que o tempo é urgente.”

Nicholas esfregou os olhos. Bom Deus, ele estava cansado. “Você gosta de ser críptico?”

“Não particularmente.”

O que era uma mentira deslavada. Wheelock amava um tipo de declaração que está disponível apenas para mordomos muito seguros de sua posição. Mas Nicholas podia dizer que Wheelock não estava achando nada para amar nesta conversa em particular.

“Me desculpe,” Nicholas disse. “É de mal gosto que eu coloque você em tal posição. Não precisa me anunciar. Vou pegar minhas botas enlameadas e achar meus pais.”

“Dourado e verde,” Wheelock o relembrou.

“Claro,” Nicholas murmurou. Como se ele fosse esquecer.

A entrada do salão dourado e verde ficava no final do corredor, e Nicholas passou tempo suficiente fazendo aquela curta jornada para saber que seus pais já deveriam saber que ele entrou na casa. Os pisos eram de mármore, sempre polidos à perfeição. Pés com meia deslizavam como skates no gelo e sapatos clicavam com suficiente volume para fazer a percussão de uma pequena orquestra.

Mas quando ele alcançou a porta e olhou dentro, nenhum de seus pais estavam olhando na sua direção. Seu pai estava na janela, olhando para o campo verdejante e sua mãe estava enrolada em seu lugar favorito no sofá verde menta.

Ela sempre disse que o lado esquerdo do sofá sempre fora mais confortável que o direito. Todas as cinco crianças tinham testado essa hipótese, pulando de um lado pro outro, e ninguém tinha alcançado a mesma conclusão. Para ser justo, ninguém tinha alcançado nenhuma conclusão confirmada. Mary declarou que ambos os lados pareciam iguais, Edward pontuou que o único jeito de estar realmente confortável é colocando os pés pra cima, que não era normalmente permitido, e Andrew pulou para lá e para cá tantas vezes que estourou a costura de uma almofada. George declarou que o exercício inteiro era ridículo, mas não antes de fazer um teste, e Nicholas…

Ele tinha apenas 5 anos durante esse experimento familiar. Ele sentou em cada pedaço antes de se levantar declarando, “Bom, não podemos prova-la errada.”

Isso parecia cobrir bastante da vida, ele veio a entender.

Provando algo certo não era o mesmo que provar o oposto errado.

E se o lado esquerdo do sofá deixava sua mãe mais feliz, quem era ele pra dizer o contrário?

Ele hesitou por um momento na porta esperando que um de seus pais notassem a sua presença. Eles não notaram, então ele entrou, pausando na borda do tapete. Ele ja tinha deixado um rastro de lama no corredor.

Ele clareou sua garganta e eles finalmente se viraram.

Sua mãe falou primeiro. “Nicholas,” ela disse, esticando o braço na direção dele. “Graças a Deus você está aqui.”

Ele olhou cautelosamente de um para outro. “Tem algo de errado?”

Era a pergunta mais idiota. Claro que algo estava errado, mas ninguém estava usando preto, então…

“Sente-se” seu pai disse, apontando para o sofá.

Nicholas se sentou perto de sua mãe, pegando as mãos dela nas suas. Parecia a coisa certa a se fazer. Mas ela o surpreendeu puxando-as e levantando-se.

“Eu vou deixar vocês dois com a sua discussão,” disse. Ela colocou a mão no ombro de Nicholas, sinalizando que ele não precisava se levantar. “Vai ser mais fácil se eu não estiver aqui.”

Mas que diabos? Havia um problema que precisava de conserto e a mãe dele não estava no comando, ela estava voluntariamente saindo de cena?

Isso não é normal.

“Obrigada por vir tão rapido,” ela murmurou, se abaixando para beija-lo na bochecha. “Me conforta mais do que eu poderia dizer.” Ela olhou de volta ao marido. “Eu vou estar na minha escrivaninha, se você precisar que eu…”

Ela não parecia saber o que dizer. Nicholas nunca tinha visto ela tão descompensada.

“Se você precisar de mim,” ela finalmente terminou.

Nicholas assistiu sua mãe sair, silencioso e de boca aberta, até que ela fechou a porta atrás de si. Ele se virou para o pai. “O quê está acontecendo?”

Seu pai suspirou, e um momento longo e pesado se passou antes dele dizer, “Aconteceu um incidente.”

O pai sempre havia sido um mestre da minimização educada.

“Você devia beber algo.”

Senhor.” Nicholas não queria uma bebida. Ele queria explicações. Mas esse era seu pai, então ele pegou um drink.

“É a respeito de Georgiana.”

“Bridgerton?” Nicholas perguntou incrédulo, como se houvesse alguma outra Georgiana a quem seu pai pudesse estar se referindo.

Lord Manston balançou a cabeça sombriamente. “Você não ficou sabendo, então.”

“Eu estive em Edimburgo,” Nicholas o relembrou.

Seu pai tomou um gole de conhaque. Um gole bem maior do que o normal a esta hora da manhã. Ou pra qualquer hora do dia, pra falar a verdade. “Bom, isso é um alívio.”

“Respeitosamente, senhor, eu gostaria de pedir que você seja menos obscuro.

“Houve um incidente.”

“Ainda obscuro,” Nicholas murmurou.

Se o seu pai o ouviu — e pra ser sincero, Nicholas achou que ele ouviu — ele não esboçou nenhuma reação. Ao invés disso, ele pigarreou e disse, “Ela foi sequestrada.”

“O quê?” Nicholas ficou de pé imediatamente, seu próprio copo de conhaque escapando de seus dedos para o inestimável tapete no chão. “Você não pensou em começar a conversa por aí? Bom Deus, alguém já —”

“Se acalme,” disse seu pai rispidamente. Ela já foi resgatada. Ela está segura.”

“Ela foi…”

“Ela não foi violada.”

Nicholas sentiu algo desconhecido deslizar pelas veias. Alívio, supunha ele, mas alguma coisa a mais junto. Algo ácido e irritante.

Ele conheceu mulheres que foram forçadas a realizarem atos sexuais contra a vontade. Isso fez coisas com elas. Com seus corpos, que ele pensava que conseguia entender um pouco, e com suas almas, que ele sabia que não podia entender de forma alguma.

Esse sentimento … era mais forte que o alívio. Tinha dentes, e vinha com um barulho lento de raiva.

Georgiana Bridgerton era como uma irmã para ele. Não, não como uma irmã. Mas o irmão dela Edmund era como um irmão pra ele, mais próximo que os próprios, pra ser honesto.

Lord e Lady Manston acharam que já tinham tido bastantes filhos quando Nicholas apareceu. Ele era oito anos completos mais novo que o irmão mais próximo; quando ele era velho o suficiente para fazer qualquer coisa a não ser engatinhar em fraldas, todos eles já estavam na escola.

Mas Edmund Bridgerton sempre estivera por perto, apenas algumas milhas de distancia em Aubrey Hall. Eles eram praticamente da mesma idade, tendo nascido apenas com dois meses de diferença.

Eles eram inseparáveis.

“O que aconteceu?” Nicholas perguntou.

“Um maldito caça-fortunas foi atrás dela.” seu pai rosnou. “Filho do Nithercott.”

“Freddie Oakes?” Nicholas disse, com muita surpresa. Eles foram para a escola juntos. Por alguns anos, pelo menos. Freddie não terminou. Ele era popular, bem apessoado, e insanamente bom em críquete, mas no fim das contas parece que a única coisa pior do que falhar nos exames é trapacear neles, e ele foi expulso de Eton aos 16 anos.

“É isso mesmo,” Lord Manston murmurou. “Você o conhece.”

“Não muito bem. Nós nunca fomos amigos.”

“Não?”

“Nunca não amigos,” Nicholas esclareceu. “Todo mundo se dava bem com Freddie Oakes.”

Lord Manston deu-lhe um olhar afiado. “Você o defende?”

“Não,” Nicholas disse rapidamente, embora com tão poucos fatos, ele não tinha a menor ideia do que acontecera. Ainda assim, era difícil imaginar um cenário que envolvesse Georgiana sendo a culpada. “Apenas estou dizendo que ele sempre foi muito popular. Ele não era malvado, mas você não iria querer cruzá-lo.”

“Então ele era um valentão.”

“Não.” Nicholas esfregou os olhos. Caramba, ele estava cansado. E era quase impossível explicar as peculiaridades da hierarquia social escolar para alguém que não estava lá. “Apenas… Eu não sei. Como eu disse, não eramos de fato amigos. Ele era… raso, eu suponho.”

Seu pai lhe deu um olhar curioso.

“Ou talvez não. Honestamente, eu não sei dizer. Eu nunca conversei realmente com ele sobre qualquer outra coisa além de o que tinha para café da manhã ou quem iria para casa nas férias do meio do ano.” Nicholas pensou por um momento, remexendo suas memórias da escola. “Ele jogava bastante críquete.”

“Você jogava críquete.”

“Não muito bem.”

Era um sinal do nervoso de seu pai que ele não tinha pulado imediatamente para corrigi-lo nisso. Na cabeça do Conde de Manston, todos os quatro filhos tinham sido feitos à sua imagem e semelhança — esplendidos atletas que dominaram os campos de esportes do Eton College.

Ele só estava 25% errado.

Nicholas não era um atleta incompetente. Pelo contrário, ele era um ótimo esgrimista, e ele poderia vencer os irmãos atirando tanto balas como flechas. Mas o coloque em um campo com uma bola (de qualquer tipo) e mais alguns homens e ele está perdido. Havia uma habilidade em saber onde um deveria estar na multidão. Ou talvez fosse um instinto. De qualquer maneira, ele não o tinha. Criquete, jogos de campo, jogos de quadra…

Ele era péssimo em todos. Todas suas piores memórias na escola eram no campo de prática. Aquela sensação de estar sendo observado e ser insuficiente… a única coisa pior era esperar enquanto os times eram escolhidos. Não demorava muito até os garotos perceberem quem podia chutar uma bola ou fazer um bom arremesso.

E quem não podia.

Ele supunha que era a mesma coisa nos estudos. Ele estava em Eton por apenas alguns meses quando todo mundo já sabia que ele era o aluno com notas perfeitas em ciências. Até mesmo Freddie Oakes veio até ele pedir ajuda vez ou outra.

Nicholas ajoelhou para finalmente pegar o copo que ele derrubou. Ele olhou para o copo por um momento, tentando decidir se o momento requiria uma cabeça clara ou um pouco de amaciamento.

Provavelmente algo no meio.

Ele olhou para seu pai. “Talvez seja melhor você me contar o que aconteceu,” ele disse, atravessando o cômodo para encher seu copo. Ele decidiria depois se iria querer bebê-lo.

“Muito bem.” Seu pai colocou o copo na mesa com um baque. “Eu não estou certo de quando eles se conheceram, mas Oakes deixou suas intenções claras. Ele estava cortejando ela. Sua mãe parecia achar que era provável que ele propusesse casamento.”

Nicholas não podia imaginar porque sua mãe achava que podia ler a mente de Freddie Oakes, de todas as pessoas no mundo, mas esse não era exatamente o melhor momento para pontuar isso.

“Eu não sei se Georgiana teria dito sim,” Lord Manston continuou. “Oakes aposta muito—nós sabemos—mas ele terá eventualmente o baronato e Georgie não está ficando mais nova.”

Aos 26, Georgie era precisamente um ano mais nova que Nicholas, mas ele estava ciente de que mulheres não envelheciam na mesma velocidade que os homens, pelo menos não no que é pertinente aos costume e morais do casamento Inglês.

“De qualquer forma,” continuou seu pai, “Lady Bridgerton e sua mãe estavam em Londres—fazendo compras, suponho; eu não perguntei— E Georgiana foi com elas.”

“Mas não para a temporada,” Nicholas murmurou. Até onde ele sabia, Georgie nunca teve uma Temporada em Londres apropriada. Ela dizia que não queria uma. Ele nunca perguntou mais. Uma temporada em Londres parecia tão prazeroso para ele quanto ter seus dentes arrancados, então por que questioná-la?

“Apenas uma visita,” seu pai confirmou, “Tenho certeza que foram em um evento ou outro. Mas nada oficial, a Temporada está quase no fim, de qualquer forma. Mas Oakes visitou diversas vezes, e ele levou Georgiana para sair.”

Nicholas jogou um pouco de conhaque em seu copo e virou-se para seu pai. “Com a permissão de Lady Bridgerton?”

Lord Manston assentiu sombrio. “Foi tudo como deveria ser. A criada os acompanhou. Eles foram a uma livraria.”

“Isso parece mesmo com Georgie.”

Seu pai assentiu. “Oakes capturou ela na saída. Ou melhor, ele saiu com ela. Ela entrou na carruagem espontaneamente, afinal, por que não?”

“E a criada?”

“Oakes empurrou-a para a calçada antes que ela pudesse entrar na carruagem.”

“Meu Deus, ela está bem?” Se ela tiver batido a cabeça poderia ser bem sério.

Lord Manston piscou, e ocorreu a Nicholas que o pai provavelmente não tinha considerado a questão da saúde da criada. “Provavelmente ela está ótima, já que você não ouviu nada,” Nicholas disse.

Seu pai ficou em silêncio por um momento, então disse, “Ela está em casa agora.”

“Georgie?”

O pai assentiu. “Ela esteve sob o poder dele apenas um dia, mas o estrago foi feito.”

“Eu pensei que você disse que ela—”

Seu pai bateu o copo na mesa lateral com força. “Ela não precisa ter sido violada para ter a reputação destruída. Bom Deus, garoto, use sua cabeça. Não importa o que ele fez ou não com ela. Ela está arruinada. E todo mundo sabe.” Ele olhou para Nicholas com um olhar de reprovação. “Exceto, aparentemente, você.”

Havia um insulto ali em algum lugar, mas Nicholas decidiu deixar passar. “Eu estava em Edimburgo, senhor,” disse ele, com a voz apertada. “Eu não sabia que nada disso tinha acontecido.”

“Eu sei, me desculpe. Isso tudo é muito estressante.” Lord Manston passou a mão pelos cabelos. “Ela é minha afilhada, você sabe”

“Eu sei.”

“Eu fiz um juramento de protegê-la. Na igreja.”

Como o pai não era muito religioso, Nicholas não estava certo porque a localização do voto era tão importante, mas ele assentiu da mesma forma. Ele levou o copo aos lábios mas não bebeu, ao invés disso, usando-o para parcialmente esconder sua própria expressão enquanto ele observava o pai.

Ele nunca tinha visto ele desse jeito. Não estava certo do que fazer sobre isso.

“Eu não posso vê-la arruinada.” Seu pai disse com firmeza. “Nós não podemos vê-la arruinada.”

Nicholas prendeu a respiração. Depois ele percebeu que seus pulmões sabiam o que seu cérebro desconhecia. A vida dele estava prestes a tomar um rumo drástico.

“Só tem uma coisa a ser feita,” seu pai disse. “Você deve casar com ela.”

Capítulo dois

Algumas coisas rodavam pela cabeça de Nicholas após o anúncio de seu pai.

O quê foi que você disse?

Você está louco?

Você só pode estar louco.

Sim, tenho certeza que você está louco.

Espera, eu ouvi isso direito?

Tudo culminando em: VOCÊ ESTÁ FORA DE SI?

Mas, o que ele disse, no entanto, foi, “Desculpe, o que disse?”

“Você deve se casar com ela,” seu pai repetiu.

Provando que A) Nicholas não ouviu errado B) seu pai tinha realmente saído fora de si.

Nicholas tomou seu conhaque em um gole só. “Eu não posso casar com Georgiana,” ele disse.

“Por que não?”

“Porque—porque—” Havia tantas razões que Nicholas não conseguia reunir todas em uma única fala.

Seu pai levantou uma sobrancelha. “Você está casado com outra pessoa?”

“Claro que não!”

“Você prometeu se casar com outra pessoa?”

“Pelo amor de Deus, pai—”

“Então eu não vejo porquê você não pode fazer seu dever.”

“Isso não é meu dever!” Nicholas explodiu.

Seu pai o olhou, duramente, e ele se sentiu como uma criança de novo, tomando bronca por uma infração menor.

Mas isso não era menor. Isso era casamento. E enquanto casar com Georgiana Bridgerton poderia—poderia—ser a coisa certa e honrada a fazer, não era certamente seu dever.

“Pai,” ele tentou novamente, “Eu não estou em posição de me casar.”

“Claro que você está. Você tem 27 anos, tem uma boa cabeça, e está bem de saúde.”

“Eu vivo em um quarto alugado em Edimburgo. Eu não tenho nem um criado.”

Seu pai abanou uma mão. “Facilmente remediado. Nós podemos conseguir uma casa para você na parte nova da cidade. seu irmão conhece diversos arquitetos envolvidos com o planejamento. Vai ser um ótimo investimento.”

Por um momento Nicholas conseguia apenas encarar. Seu pai estava falando sobre investimentos imobiliários?

“Você pode considerar um presente de casamento.”

Nicholas levou as mãos à testa, usando seu polegar e dedo médio para pressionar as temporas. Ele precisava se focar. Pensar. Seu pai ainda estava falando, sobre integridade e dever e aluguéis de 99 anos, e a cabeça de Nicholas doía.

“Você tem alguma ideia do quê o estudo da medicina involve?” ele perguntou, olhos fechados atrás da mão. “Eu não tenho tempo para uma esposa.”

“Ela não precisa do seu tempo. Ela precisa do seu nome.”

Nicholas removeu sua mão. Olhou para o pai. “Você está falando sério.”

O pai deu a ele um olhar como quem diz, Você não estava ouvindo?

“Eu não posso casar com alguém com a expressa intenção de ignorá-la.”

“Eu espero que não venha se provar ser esse o caso,” seu pai respondeu. “Estou apenas tentando apontar que a sua cooperação neste assunto não tem que ter um impacto adverso na sua vida neste ponto crucial.”

“Isso foi um punhado de palavras pra me dizer, na verdade, pra ser um mau marido.”

“Não, isso foi um punhado de palavras para lhe dizer, na verdade, para ser o herói de uma jovem mulher.”

Nicholas rolou seus olhos. “Depois então eu posso ser um mau marido.”

“Se esse for o seu desejo.” o pai disse quietamente.

Nicholas não estava certo por quanto tempo encarou incrédulo seu pai. Foi apenas quando ele percebeu que estava começando a chacoalhar a cabeça devagar é que se forçou a virar. Ele andou até a janela, usando-a como uma desculpa para colocar sua atenção em outro lugar. ele não queria olhar para o pai. Não queria pensar nele ou na sua proposta maluca.

Não, não era uma proposta, era? Era uma ordem. O pai não havia dito, “Você poderia casar com Georgiana?”

Ele dissera, “Você tem que se casar com ela.”

Não era a mesma coisa.

“Você pode deixá-la em Kent,” seu pai disse depois de qualquer que seja o tempo que ele considerou um período apropriado de silêncio. “Ela não precisa acompanhar você a Edimburgo. Na verdade, ela provavelmente não quer acompanhá-lo até Edimbugo. Eu acho que ela nunca quis.”

Nicholas se virou.

“Seria uma escolha sua, é claro,” disse o pai dele. “Você é quem está fazendo o sacrifício.”

“É tão estranho pensar que é dessa forma que você pretende me convencer,” Nicholas disse.

Mas era óbvio que eles estavam tendo duas conversas diferentes, porque o pai apenas disse, “É apenas casamento.”

Com isso, Nicholas bufou. “Diga isso para Mamãe e depois volte aqui e diga de novo.”

A expressão do pai se tornou impertinente. “É da Georgiana que estamos falando. Por que você está tão resistente?”

“Ah, eu não sei… Talvez porque você tenha me convocado para longe dos estudos, passando por dois países, e quando eu chego, você não sugere que eu possa ter os meios de resolver uma situação difícil. Você não me pergunta como eu me sinto sobre a ideia de casamento. Você me senta e ordena que eu case com uma mulher que é praticamente minha irmã.”

“Mas ela não é sua irmã.”

Nicholas se virou. “Pare,” ele disse. “Apenas pare, por favor.”

“Sua mãe concorda que esta é a melhor solução.”

“Ah meu deus.” Os pais estavam se juntando contra ele.

“É a única solução.”

“Um momento,” Nicholas balbuciou. Ele apertou os dedos em suas têmporas novamente. A cabeça estava começando a latejar. “Eu só preciso de um momento.”

“Nós não temos—”

“Pelo amor de Deus, você pode ficar quieto por um maldito segundo para que eu possa pensar?”

Os olhos do pai se arregalaram, e ele deu um passo para trás.

Nicholas olhou para as mãos. Elas estavam tremendo. Ele nunca havia falado daquela maneira com seu pai. Ele não teria pensado possível.“Eu preciso de uma bebida,” ele resmungou. Uma apropriada desta vez. Ele andou até o armário e encheu o copo, quase até a borda.

“A viagem toda desde a Escócia eu fiquei imaginando,” Nicholas meditou, “o que diabos poderia ser a razão para uma convocação tão misteriosa e ainda assim irrecusável. Alguém tinha morrido, eu imaginei.”

Eu jamais teria—”

“Não,” Nicholas interrompeu. Ele não desejava o comentario do pai. Esse era seu discurso, seu sarcasmo, e por Deus ele iria terminá-lo quando bem entendesse.

“Não,” ele disse de novo. “Ninguém teria morrido. Meu pai nunca comporia uma nota tão críptica para isso. Mas o que mais poderia ser? O que poderia ter levado ele a me chamar em um momento mais do que completamente inconveniente?

Lord Manston abriu a boca, mas Nicholas o impediu com outro olhar duro.

“Ainda que inconveniente nem começa a descrever. Você sabia que eu estou perdendo meus exames?” Nicholas pausou, mas não o bastante para indicar que a pergunta foi outra coisa além de retórica. “Meus professores concordaram em reaplicar os exames quando eu voltar, mas é claro que aí eu tive que admitir que eu não sabia quando eu voltaria.” Ele tomou outro longo gole de conhaque. “Agora, aquilo foi uma conversa estranha.”

Nicholas olhou para seu pai, quase o desafiando a interrompê-lo. “Eu não acho que eles queriam me conceder o adiamento.” Ele continuou,“Mas esse é um daqueles casos que vem a calhar ser filho de um conde. Não para fazer amigos, é claro. Porque ninguém realmente gosta do cara que usa da sua posição para fugir dos exames. Mesmo que esse cara tenha toda intenção de fazer esses exames numa, embora eu já tenha dito, não especificada, data.”

“Eu já pedi desculpas por ter afastado você dos seus estudos,” Lord Manston disse numa voz apertada.

“Sim,” Nicholas disse desinteressado, “na sua carta altamente detalhada.”

Seu pai o olhou por um momento, então disse, “Já acabou com a sua petulância?”

“Por enquanto.” Nicholas tomou um gole de sua bebida, então reconsiderou. Ele ainda tinha uma última coisa a dizer. “Eu vou dizer, no entanto, de todos os cenários que passaram pela minha mente na viagem para casa, eu nunca sonhei que chegaria para encontrar meu pai praticamente dando minha mão em casamento.”

“Sua mão em casamento,” o pai repetiu com um bufo ligeiramente desconfortável. “Você faz se parecer com uma garota.”

“Eu bem me sinto como uma agora, e vou te dizer, eu não gosto.” Ele balançou a cabeça. “Eu tenho um novo respeito por elas, aguentando os homens dizendo o que elas devem fazer.”

Lord Manston bufou. “Se você acha que eu alguma vez consegui dizer para sua mãe ou irmã o que fazer, está tristemente enganado.”

Nicholas abaixou seu copo. Ele já tinha tido o bastante. Não era nem meio dia.“ Então por que está fazendo isso comigo?”

“Porque não tenho outra escolha,” seu pai retrucou. “Georgiana precisa de você”

“Você sacrificaria seu filho em benefício da sua afilhada.”

“Não é isso que estou fazendo, e você sabe.”

Era o que parecia, no entanto. Parecia que seu pai estava escolhendo um filho favorito, e não era Nicholas.

Não era nem um Rokesby.

Mas até mesmo Nicholas tinha que admitir que as vidas dos Rokesbys e dos Bridgertons eram completamente entrelaçadas. Eles eram vizinhos há séculos, mas tinha sido na geração atual que eles realmente selaram o laço. Os lordes e ladies eram melhores amigos, e cada um tinha confiado um afilhado para a outra família.

A coisa toda ficou ainda mais oficial quando o filho mais velho dos Rokesbys casou-se com a filha mais velha dos Bridgertons. E aí o terceiro Rokesby casou-se com uma prima Bridgerton.

Honestamente, dê a alguém um novelo de lã e a árvore de família e alguém bem que poderia fazer uma cama de gato incestuosa na coisa toda.

“Eu preciso pensar sobre isso,” Nicholas disse, porque era claro que a única coisa que ele poderia dizer que colocaria uma pausa temporária na pressão paterna.

“É claro,” seu pai disse. “Eu entendo que isso seja uma surpresa.”

Para dizer de forma gentil.

“Mas o tempo é precioso. Você vai ter que tomar sua decisão amanhã.”

Amanhã?”

Seu pai teve a graça de soar um pouco arrependido quando ele disse, “Não tem o quê fazer.”

“Eu viajei por quase duas semanas, através de pelo menos seis chuvas torrenciais, parei meus estudos, fui praticamente ordenado a casar com minha vizinha, e você não pode me dar nem a cortesia de alguns dias para pensar sobre isso?”

“Isso não é sobre você. É sobre Georgie.”

“Como isso não é sobre mim?” Nicholas praticamente rugiu.

“Você nem vai saber que está casado.”

“Você está louco da cabeça?” Nicholas estava certo de que nunca tinha falado daquele jeito com o pai; ele nunca tinha ousado. Mas ele não podia acreditar nas palavras saindo da boca de seu pai.

O pai tinha que ter ficado louco. Era uma coisa sugerir que ele casasse com Georgiana Bridgerton; havia uma lógica quixotesca. Mas sugerir que o ato seria sem significado… que Nicholas conseguiria seguir como se não tivesse aceitado se casar com ela…

Ele não conhecia nem um pouco seu filho?

“Eu não posso falar com você agora,” Nicholas disse. Ele avançou para a porta, de repente feliz que não tinha removido suas botas enlameadas.

“Nicholas…”

“Não. Apenas, não.” ele encostou uma mão contra o batente da porta, pausando para respirar fundo. Ele não confiava em si mesmo para olhar para seu pai, mas disse, “Sua preocupação para com sua afilhada é louvável, e eu poderia— eu poderia ter te ouvido se você tivesse proposto seus desejos como um pedido.”

“Você está bravo. Eu entendo.”

“Eu não acho que você entenda. Seu completo desprezo pelos sentimentos do seu próprio filho—”

“Falso,” seu pai estourou. “Eu garanto que os seus melhores interesses nunca estiveram longe dos meus pensamentos. Se eu não fui claro, é porque estou preocupado por Georgiana, não por você.”

Nicholas engoliu seco. Cada músculo do seu corpo estava pronto para estourar.

“Eu tive muito mais tempo para me acostumar com a ideia,” o pai disse calmamente. “Tempo faz toda a diferença.”

Nicholas virou-se para encará-lo. “É isso que você deseja para mim? Um casamento sem amor e sem sexo?”

“Claro que não. Mas vocês já têm afeto. E Georgiana é uma bela garota. Eu tenho toda confiança que com o tempo vocês vão ver que combinam muito bem.”

“Seus outros filhos casaram por amor,” Nicholas disse baixinho. “Todos os quatro.”

“E eu esperava a mesma coisa para você.” Seu pai sorriu, mas era um sorriso triste, melancólico. “Eu não descartaria.”

“Eu não vou me apaixonar por Georgiana. Meu Deus, se eu fosse, você não acha que já teria acontecido?”

O pai lhe deu um sorriso divertido. Não debochado, apenas divertido.

Mas Nicholas não estava vendo graça “Eu não consigo nem me imaginar beijando-a,” ele disse.

“Você não tem que beija-la. Você só tem que casar com ela.”

A boca de Nicholas’ caiu aberta. “Você não acabou de dizer isso para mim.”

“Poucos casamentos começam com paixão,” Lord Manston disse, de repente todo amigável. “Sua mãe e eu—”

“Eu não quero saber de você e da mamãe.”

“Não seja um puritano,” o pai disse com uma bufada.

Foi naquele momento que Nicholas se perguntou se, de fato, ele estava sonhando essa conversa toda. Porque ele não podia conceber nenhum outro cenário no qual envolvesse seu pai revelando qualquer detalhe intimo sobre a mãe.

“Você vai ser médico,” disse o pai secamente. “Certamente você sabe que eu e sua mãe não poderiamos ter produzido cinco crianç—”

“Pare!” Nicholas praticamente gritou. “Meu Deus, eu não quero ouvir sobre isso.”

Seu pai deu uma risadinha. Ele deu uma risadinha!

“Eu vou pensar sobre o assunto,” Nicholas finalmente disse, não se importando em esconder o tom teimoso da voz. “Mas eu não posso te dar uma resposta amanhã.”

“Você deve.”

“Pelo amor de Deus, você está me ouvindo?”

“Nós não temos tempo para ouvir você. A vida de Georgiana está arruinada.”

Eles estavam falando em círculos. Era como se estivessem lá fora, andando no mesmo caminho até a grama estar esmagada virando sujeira. Mas Nicholas estava muito cansado no momento para quebrar o padrão, então ele apenas perguntou “E isso vai mudar se eu tirar uns dias para pensar?”

“Se você não se casar com ela,” Lord Manston disse, “os pais dela terão que achar quem case”

O que levou a um terrível pensamento. “Você já discutiu isso com Lord e Lady Bridgerton?”

Seu pai hesitou um momento antes de responder dizendo,“Não discuti.”

“Você não mentiria para mim sobre isso…”

“Você ousa questionar minha honra?”

“Sua honra, não. Seu julgamento, eu não tenho mais a menor ideia.”

Seu pai engoliu em seco desconfortavelmente. “Eu teria sugerido, mas eu não quis elevar as esperanças deles caso você recusasse.”

Nicholas o olhou ceticamente. “Você não me deu a impressão de que recusa era uma opção.”

“Nós dois sabemos que eu não posso forçar você a se casar com a garota.”

“Você só ficaria profundamente desapontado em mim se eu não o fizesse.”

O pai dele não disse nada.

“Isso é resposta suficiente, eu suponho,” Nicholas resmungou. Ele se afundou novamente na cadeira, exausto. O que diabos ele iria fazer?

Seu pai deve ter entendido que ele teve o bastante, porque ele pigarreou algumas vezes, então disse, “Por que eu não vou buscar sua mãe?”

“Por quê?”

Nicholas não tinha pretendido parecer tão truculento, mas sério, o que sua mãe poderia fazer?

“Ela tem um jeito de me deixar a vontade quando estou preocupado. Talvez ela possa fazer o mesmo por você.”

“Tudo bem,” Nicholas resmungou. Ele estava cansado demais para discutir.

Mas antes que Lord Manston pudesse sair do cômodo, a porta se abriu e Lady Manston entrou calmamente na sala. “Está acertado?”

“Ele vai pensar sobre o assunto,” seu marido respondeu.

“Você não precisava ter saído da sala,” Nicholas disse.

“Eu achei que teria sido mais fácil se eu não estivesse aqui.”

“Ia ser difícil de qualquer jeito.”

“Suponho que seja verdade.” Ela pousou as mãos em seus ombros e deu um apertão. “Pelo que vale, eu sinto muito que você tenha sido colocado nesta posição.”

Nicholas deu a ela a coisa mais próxima de um sorriso que conseguia.

Ela limpou a garganta. Foi um som esquisito. “Eu também gostaria de informar que nós fomos convidados para jantar em Aubrey Hall hoje a noite.”

“Você só pode estar brincando,” Nicholas disse. Aubrey Hall era a casa da família Bridgerton. Ele só poderia assumir que todos os Bridgertons estariam presentes.

A mãe lhe deu um sorriso pesaroso. “Receio que não, meu filho. Já estava planejado há algum tempo, e eu mencionei para Lady Bridgerton que você estaria em casa.”

Nicholas gemeu. Por que sua mãe faria algo do tipo?

“Ela está terrivelmente ansiosa para ouvir sobre seus estudos. Todos estão. Mas você está cansado. A escolha é sua.”

“Então eu não preciso ir?”

Sua mãe sorriu docemente. “Todo mundo vai estar lá.”

“Certo,” Nicholas disse, num tom beirando a amargura. “Então na verdade, escolha nenhuma.”

Parecia exatamente com o resto de sua vida.

2 thoughts on “Julia Quinn libera novo trecho de First Comes Scandal

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