Chris Van Dusen e a criação de Bridgerton

A temporada pré-Emmy está entre nós e é bem comum que diversas reportagens sobre as séries concorrentes saiam neste período para relembrar os membros da Academia de Artes & Ciências Televisivas do quão maravilhosa é o produto que está concorrendo. Com Bridgerton não está sendo diferente e, apesar de muitas entrevistas trazerem mais do mesmo (é claro, para nós que respiramos Bridgerton por 365 dias do ano), alguns materiais trazem muita surpresa. É o caso deste texto, uma tradução da coluna que Chris Van Dusen escreveu como convidado no The Hollywood Reporter, no qual Chris fala sobre seu processo de criação de Bridgerton e de todo o fantástico mundo inclusivo criado por ele e a equipe de Shondaland.

Uma coisa que me chamou atenção foi o fato dele ter tido a ideia de colocar a Rainha Charlotte na série após uma visita à Wilton House, locação principal da Buckingham House, residência de nossa Lottinha. Eu amei a descrição dela: Parte Realeza, Parte Beyoncé. Essa ideia permeou toda a criação da série e se reflete nesse produto inclusivo, que muitos podem torcer o nariz com a famigerada fidelidade histórica, mas que se tornou a maior série da Netflix por mostrar que todos, TODOS, podem ter sua fantasia de época, podem se sentir a própria heroína (ou herói) Austeniana.

Quem acompanha este blog sabe que dediquei os últimos dois anos à essa série e lembro de ter visto muitos figurantes dos mais diversos tons de pele nos stories (Saudades gravações da s1) com roupas finas e ocupando lugares de destaque na sociedade. Uma reportagem da época que me marcou muito até relatou o comentário de um figurante preto, que estava achando a experiência de ser um lorde muito diferente do que geralmente ele interpretava em produções de época, ou seja, serviçais.

Bridgerton chegou e colocou o gênero de série de épocas de cabeça pra baixo, ou quem sabe, começou a endireitar as coisas. Fato é que a indústria precisava muito disso, desse chacoalhão. E os números (de exibições, de indicações, engajamento do fandom) só reforçam isso. Que venham os Emmys que nós tanto pedimos!

BRIDGERTON (L to R) Executive Producer CHRIS VAN DUSSEN and Director ALRICK RILEY in episode 107 of BRIDGERTON Cr. LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

Leia a tradução da coluna especial de Chris Van Dusen no The Hollywood Reporter

*Destaques negritos são meus

“No início deste ano, a Netflix anunciou que Bridgerton, um programa que criei e dirigi, foi a maior estreia da gigante de streaming de todos os tempos. Fiquei pasmo. Como poderia esta peça do período regencial, que consumiu a maior parte dos últimos três anos da minha vida, estar capturando o zeitgeist (espírito da época) de uma forma tão grande? Estou convencido de que isso se deve em grande parte ao mundo intencionalmente inclusivo do programa – onde cada espectador, não importa quem seja, pode se ver na tela. Um mundo que não é color-blind, como alguns sugeriram, mas que tem consciência das cores.

Minha proposta para Bridgerton foi direta: eu queria virar o gênero de época de cabeça para baixo e reimaginá-lo de uma maneira nova e empolgante. Um que incluía personagens de diferentes cores e origens. Um que explorou o tema raça. Queria que existissem gays neste mundo. Eu queria expandir todo este universo. Portanto, criei um mundo do período regencial multiétnico e multicolorido, tão diverso quanto aquele em que vivemos hoje. Meu show seria sobre amor. Alegria. Triunfo. Seria um show que diria que todos são dignos e merecedores de todas essas coisas e muito mais.

Parecia realmente adorável, é claro. Mas como eu realmente faria isso levaria algum tempo.

As séries ou filmes de época que eu tinha visto pareciam iguais. Claro, você localizaria uma pessoa não-branca ocasionalmente – mas geralmente no fundo, servindo comida ou ajudando alguma jovem de pele de porcelana a se vestir. Certamente não como personagens principais. Certamente não tendo seu próprio final feliz. O material de origem de Bridgerton, embora uma leitura rica e deliciosa, era como sempre sobre pessoas de pele clara e olhos azuis penetrantes. Raça, como descrição e assunto, nunca foi mencionada.

Em 2018, visitei a Wilton House em Wiltshire, na Inglaterra. De pé, sozinho na opulenta sala do Cubo Duplo, fiquei impressionado com sua imponência. Foi nesse momento que eu soube que tinha que ter um componente de realeza neste show. E então criei o personagem da Rainha Charlotte. Parte realeza, parte Beyoncé, uma criação original, não está nos livros. Eu estava ciente das teorias históricas da real ancestralidade africana da rainha Charlotte. Ela era, argumentam alguns historiadores, descendente de um ramo negro da família real portuguesa, a primeira rainha não-branca da Inglaterra. Foi revolucionário – não apenas como uma teoria real e histórica, mas também como base para o show. Foi assim que me decidi a começar toda a série. Nesse quarto. Com nossa heroína Daphne sendo apresentada à rainha, a pessoa mais poderosa deste mundo, uma mulher negra.

A construção para este mundo nasceu. Isso significava que a cor da sua pele não determinaria se você era nascido nobre ou inferior. Isso significava que lordes e damas, viúvas e duques, de todas as cores e origens diferentes, poderiam existir neste mundo. Este não seria um mundo colour-blind. Esses personagens não-brancos que o público veria e se relacionaria na tela eram reais.

Meu objetivo de reinventar o drama de época através de lentes com consciência das cores estava tomando forma. Mas então vários membros do meu elenco brilhante sugeriram que eu fizesse mais. Foi então que aconteceu uma das colaborações mais inesperadas e gratificantes da minha carreira.

O que se seguiu foi um dos dias mais pungentes e transformadores que tive durante a produção desta série. Junto com cada ator não-brancos do show em uma sala, eu pude ouvir tudo o que todos tinham a dizer durante uma longa tarde de chá e outras coisas boas inglesas. Meu trabalho era simplesmente sentar, ouvir e aprender. Foi emocional, poderoso e completamente necessário.

Muitos dos presentes sentiram que o show poderia ir mais longe em termos de exploração da raça. O show, eles concordaram, já era tão belamente eloqüente quando se olhava para coisas como classe, gênero e sexualidade. Mas não poderia haver também um reconhecimento de cor na tela?

A pergunta me deixou humilde. Eles estavam certos. Poderíamos fazer ainda mais para virar o gênero de cabeça para baixo e cavar ainda mais fundo nas histórias dos personagens que o programa pretendia incluir. Então, as coisas que meu elenco falou comigo naquele dia encontraram seu caminho para os roteiros. Nas histórias de fundo dos personagens. Para o próprio mundo. Como diz Lady Danbury: “Éramos duas sociedades separadas, divididas por cor, até que um rei se apaixonou por um de nós”.

BRIDGERTON Director JULIE ANNE ROBINSON and Executive Producer CHRIS VAN DUSSEN in episode 10Pre of BRIDGERTON Cr. LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

Os envolvidos com a TV sabem como é um processo surreal. Centenas de algumas das pessoas mais trabalhadoras que você já conheceu são reunidas e, de alguma forma, uma obra de arte viva, viva e comovente, nasce magicamente. Para a pessoa que supervisiona tudo, é assustador. Mas também profundamente gratificante. Especialmente quando seus atores se sentem confortáveis ​​o suficiente para vir até você com o que realmente estão em suas mentes.

O espetáculo não seria o que é hoje se aquela tarde profundamente colaborativa com meu elenco não tivesse acontecido. Posso dizer com veemência que Bridgerton – com todas as suas cores, beleza, amor, alegria e triunfo – ficou ainda melhor por causa disso. E agora, posso levar essa experiência colaborativa preciosa comigo para a segunda temporada, e o que vem a seguir para mim também.”

Leia a coluna original aqui.


Chris, se por acaso você estiver lendo este humilde blog, obrigada por não ter medo, obrigada por colocar seu coração nisso, se doar tanto para criar esse mundo incrível, obrigada por transformar o que achávamos que deveria ser uma série de época. Obrigada por pegar os livros que amamos tanto e elevá-los a outro patamar.

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Sanditon é renovada para segunda e terceira temporadas!

Se você gostou de Bridgerton (pergunta retórica), ficou sedenta por mais do mundo regencial e ainda não assistiu Sanditon, não sabe o que está perdendo! A série está disponível na Globoplay e vale cada segundo!

Lançada em 2019, Sanditon é baseada em um livro inacabado de Jane Austen, adaptado por Andrew Davies, mas ficou sem confirmação de continuação durante quase dois anos! Inclusive, a primeira notícia é de que a série não teria continuidade. Porém, na quinta-feira, 6, foi anunciada a renovação não só para a segunda temporada, como também para a terceira. Os fãs foram ao delírio!

Mas, como tudo que é bom dura pouco, na sexta-feira recebemos um balde de água fria. Theo James, que interpreta Sidney Parker, não voltará para as próximas temporadas. Mas, não é só isso! O que realmente surpreendeu muitas de nós foi a declaração do ator, postada na conta oficial da MASTERPIECE | PBS, de que a história teve um final satisfatório para ele:

“Embora eu tenha amado interpretar Sidney, para mim, sempre mantive que a jornada dele terminou como eu gostaria. O tipo de final de conto de fadas quebrado entre Charlotte e Sidney é diferente, único e muito interessante para mim e eu desejo todo o sucesso para o elenco e equipe de Sanditon com a futura série.”

Eu particularmente não gostei do final, mas vou tentar não dar muitos spoilers. Mas, primeiro, vamos falar do fantástico mundo de Sanditon.

Sanditon, um paraíso em construção

A história se passa na cidade fictícia de Sanditon, um balneário litorâneo que almeja ser a nova Brighton, capitaneada pelo sonhador Tom Parker (Kris Marshall) e com altos investimentos de Lady Denham (Anne Reid), uma matrona que me lembrou muito Lady Danbury.

A heroína é Charlotte Heywood (Rose Williams), uma mocinha do campo que ajudou Tom e sua esposa após um acidente. Como era bem comum naquela época, famílias com muitos filhos contavam com a bondade de parentes (ou amigos) para levar suas filhas em passeios desse tipo ou para a apresentação em sociedade. Lembram que Elizabeth Bennet vai viajar com os tios e acaba passando em Pemberley? Mesma situação. Charlotte aproveita com unhas e dentes a oportunidade de sair de seu pequeno vilarejo e conhecer algo novo.

Mas, na hora de falar sobre o mocinho fica difícil. Sidney Parker (Theo James) é o interesse romântico que associamos imediatamente a ela. Um cavalheiro da cidade, sofisticado, acostumado a andar nos altos escalões da sociedade (como bem visto pelo seu rol de amizades). Um perfeito homem de sua época, aquele canalha que primeiro detesta a mocinha e aos poucos vai amolecendo, com uma tensão sexual enorme entre os dois.

Só que aí entra o problema: temos o jovem Sr. Stringer (Leo Sutter) e se você pensar em um doce de homem, este é o sr. Stringer. Mestre de obras da cidade, ele sonha em ser arquiteto e dar uma vida melhor para o pai. Respeitoso, cuidadoso e com um sorriso de tremer as pernas, percebemos que a atração dele para com Charlotte é evidente, mas em momento algum ele ultrapassa os limites da civilidade, provavelmente acreditando ser inferior a ela.

É aquela velha escolha dos romances: aquele que pode te dar uma vida tranquila e um amor seguro versus o homem que faz o seu sangue ferver.

A história tem diversos núcleos paralelos, como a história dos Denham. Uma corrida de gato e rato pra ver quem vai herdar a fortuna Lady Denham, com a briga sendo boa entre Esther Denham (Charlotte Spencer), Sir Edward Denham (Jack Fox) e Clara Brereton (Lily Sacofsky), com muitas cenas de cair o queixo com a dissimulação geral dos três. Outro núcleo legal é o da herdeira Miss Lambe (Crystal Clarke), protegida de Sidney vinda diretamente das colônias britânicas no Caribe. Não lembro bem se é explicado com detalhes sobre como Sidney acabou sendo o guardião dela, mas um não gosta do outro e Miss Lambe procura confusão e rebeldia a cada esquina.

O que eu achei mais legal na série é como ela bebe fortemente, toma um porre, cai de bêbada, nos livros regenciais. Diversas tramas que vemos nesses livros foram muito bem abordadas na série, como o pretendente que continua a tentar conquistar a moça relutante, jogos de poder para ver quem ganha a fortuna da tia velha, mocinhas tiradas de seu amado e que fazem de tudo para ficarem juntos, entre outros. Apesar de tantos clichês (a gente ama um clichê, vai) a série envelopa tudo num formato muito legal, cheio de frescor, que ainda é Jane Austen, mas também é muito mais.

Bridgerton vs Sanditon

Não espere ver as roupas ultra coloridas ou os ambientes luxuosos de Bridgerton. No quesito visual, a série segue bem a estética Austeniana, com tom sóbrios e um plano de fundo mais rústico e bucólico, afinal, a cidade ainda está em construção. Porém, se você espera um romance casto como é o padrão tanto nos livros como nas adaptações de Austen, vai se surpreender. A série tem muitas cenas sensuais, com destaque para uma na sala de Lady Denham (quem já viu sabe do que estou falando, é puro fogo) e muita intriga e virada de jogo. A capa pode ser Jane Austen Classica, mas o espírito é totalmente Romance Regencial moderno. Um verdadeiro Regencial no Século 21!

Uma semelhança com Bridgerton é termos personagens negros em papéis de destaque. O mais legal é que isso está no manuscrito original. E você não vai ter coragem de chamar titia Austen de Lacradora né? Jane Austen retratava a sociedade da época, seus costumes, vícios e virtudes, e adivinha: existiam negros na Inglaterra! OMG! (contem ironia)

Como Regé-Jean Page, nosso Simon Basset, disse em uma entrevista muito antes de Bridgerton, quando falava sobre Roots, “As pessoas não-brancas têm dificuldade em colocar nossas histórias na tela em filmes que se passam atualmente, nem se fala nas produções de época, sabe? Você tem cem milhões de [filmes de] Jane Austen, mas vire a câmera 90 graus para a esquerda e ainda estamos lá”.

Sanditon não é o universo paralelo em que Bridgerton se passa, claro, e por isso o racismo está bem entranhado na história e sociedade de Sanditon. Porém, Miss Lambe dá na mesma velocidade que recebe, sendo uma personagem deliciosamente revoltada e respondona. E a atriz que a interpreta, Crystal Clarke, afirmou em seu Twitter que nas próximas temporadas teremos escritores negros na sala dos roteiristas. Vamos ver como a personagem vai se desenvolver, pois há muito potencial.

Parte da nossa suspeita para terem ressuscitado a série é o aumento da procura por outras produções que se passam na Era Regencial e Sanditon estava ali prontinha para receber os fãs sedentos. A série também chegou a novos mercados, como o próprio Brasil, e acho que os números incentivaram a PBS a reconsiderar o projeto.

E o final?

A primeira temporada acabou de um jeito que livro nenhum de Jane Austen acabaria, muito menos um romance de época, mas era a tentativa de deixar um gostinho de quero mais para descobrirmos o que aconteceria na segunda temporada.

Entretanto, com a saída de Theo James, fica um grande questionamento: a série irá por um caminho totalmente diferente ou irão substituir o ator? Isso era planejado desde o começo? Estávamos iludidas todo esse tempo?

Devemos lembrar que no mundo de Austen temos diversos casos em que dois personagens dividem a atenção da heroína, como Wickham e Darcy, Willoughby e Brandon, entre outros. Curiosamente, em uma entrevista, Andrew Davies cita que “na possibilidade de uma segunda temporada, vamos eventualmente dar a Charlotte o final que ela gostaria”. Não o final que Charlotte e Sidney merecem, mas o final que Charlotte gostaria. Faz a gente pensar se, como é praxe nos livros de Austen, o par romântico é, na verdade, o cara que ninguém dá muita bola.

A missão de criar esse final está com Andrew Davies, então, só nos resta esperar pra ver o que vai acontecer.

E você, já assistiu? Está feliz com a novidade? Ao que parece, as gravações ainda não começaram e não há previsão de estreia. Entretanto, só de saber que TEREMOS uma continuação eu já fico nas nuvens. Charlotte merece muito mais! #TeamStringer

Veja o trailer da primeira temporada:

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Bridgerton divulga novos personagens para a segunda temporada

Semana começando com mimos para o fandom de Bridgerton, que ficou arrasado depois da notícia de que Regé-Jean Page não voltará para a segunda temporada da série. Completando a família Sharma, temos Mary e Edwina, além de dois personagens novos: o misterioso Jack, cujo sobrenome foi omitido pelo anúncio, e Theo Sharpe, um assistente de gráfica que muitos já especulam qual será seu papel.

Na verdade, os personagens Edwina e Jack já haviam sido revelados em um furo de reportagem do site Deadline, mas Shondaland havia se recusado a comentar. Porém, nesta segunda-feira, tivemos o anúncio oficial, junto com a sinopse. Eles se juntam a Simone Ashley, que será Kate Sharma, e ao elenco da primeira temporada (exceto RJP).

Veja abaixo as descrições dos personagens e seus respectivos atores:

Edwina Sharma (Charithra Chandran)

Edwina foi ensinada por sua irmã mais velha Kate como ser a debutante perfeita. Ela tem uma boa natureza e infinitamente querida. Mas, apesar de ser nova e ingênua, ela sabe o que quer: um casamento por amor verdadeiro.


Mary Sharma (Shelley Conn)

Filha de um conde cujo casamento com um mercador deixou a própria família envolvida em escandalo, Lady Mary retorna a Londres com suas próprias filhas e é obrigada a aceitar o escrutínio da sociedade mais uma vez.


Jack (Rupert Young)

O mais novo membro da sociedade com uma conexão com uma das mais notáveis famílias.


Theo Sharpe (Calam Lynch)

Um assistente de gráfica que trabalha duro. Mas, ele não é apenas um trabalhador, ele também é um intelectual que luta pelos direitos de todos.


A nós resta apenas especular qual será o papel destes dois novos personagens. Muito especula-se que Jack será o herdeiro dos Featheringtons, mas não se sabe com certeza. E sobre Theo, a teoria já come solta: será ele par romantico de Edwina? Assistente de Lady W? Alguém que vai ser um militante por direitos iguais?

As filmagens da segunda temporada devem começar em breve, já que Luke Thompson, intérprete de Benedict, afirmou em uma entrevista que os trabalhos começariam em duas semanas (porém, não sabemos quando a entrevista foi concedida), com as filmagens sendo primeiro nos estúdios. Tal escolha se dá por dois motivos: durante a primeira temporada, a produção teve problemas com amianto no local que deveria contruir o set. Então, começaram

Simone Ashley é escolhida para Kate em Bridgerton

É oficial! Finalmente sabemos quem será a Kate de Anthony na série Bridgerton, adaptação dos livros de Julia Quinn! A atriz Simone Ashley foi escolhida para interpretrar Kate Sharma, que será a versão televisiva de Kate Sheffield. Uma pequena mudança no sobrenome para refletir a origem indiana da personagem.

Veja a descrição do Deadline, que divulgou a notícia:

Ashley will play Anthony’s romantic interest, Kate Sharma. Newly arrived in London, Kate is a smart, headstrong young woman who suffers no fools — Anthony Bridgerton (Bailey) very much included.

Ashley vai interpretar o interesse romantico de Anthony, Kate Sharma. Recém-chegada a Londres, Kate é uma mulher inteligente e cabeça dura que não atura tolos – Antony Bridgerton incluso.

Simone Ashley pode ser conhecida do público que já assistiu Sex Education. Outros trabalhos da atriz incluem Broadchurch (curiosidade, Jonathan Bailey participou dessa série também), Pokemon e Strike, como uma recepcionista.

O que acharam da moçoila? Eu amei, achei que tem bem a cara de quem vai ser bocuda porém insegura! E pra quem já está reclamando de terem trocado o background da personagem sem nem saber como vai ser essa mudança, fica nossa Kate rolando os olhos:

Se Anthony não se apaixonar por esse olhar, é um caso perdido:

Bridgerton confirma segunda temporada

Pode respirar aliviado! A Netflix finalmente confirmou o que todo mundo já sabia: Vai ter 2ª temporada de Bridgerton, sim!

E acredita que até email de Lady Whistledown recebi? Jamais imaginei ver esse nome na minha caixa de entrada, mas a Netflix realiza todos nossos sonhos. Veja abaixo a cartinha de LW:

Querido leitor,

As pessoas estão alvoroçadas com os últimos boatos, então é minha honra noticiar: Bridgerton retornará oficialmente para uma segunda temporada. Eu espero que você tenha guardado uma garrafa de licor para essa ocasião tão aprazível.

O elenco incomparável de Bridgerton irá retomar a produção no primeiro semestre de 2021. Esta autora foi informada por fonte confiável que Lorde Anthony Bridgerton pretende dominar a temporada social. Estarei com a minha caneta preparada para reportar toda e qualquer novidade dos acontecimentos românticos.

No entanto, querido leitor, antes de incendiar a seção de comentários e pedir mais detalhes sórdidos, não estou inclinada a revelar mais informações no momento. A paciência, no final das contas, é uma virtude. 

 Atenciosamente, 
Lady Whistledown